Um animal de estimação rejuvenesce o dono

Ter um animal de estimação em casa exige alguns cuidados. Mas o trabalho é pequeno se comparado aos benefícios que eles trazem.  Você sabia que ter animal de estimação pode ajudar na saúde?  Adotar é um ato de amor. Quem ama seu animal de estimação sabe como a relação com ele é especial, assim como o amor incondicional que ele demonstra por nós, e como nós somos os responsáveis pelo bem estar dele.

Os cães são os maiores influenciadores no combate ao envelhecimento. O simples fato de ter um animal rejuvenesce a pessoa. Se você tem um cão em casa, o nível de sua atividade física é equivalente ao de uma pessoa dez anos mais jovem. Permanece ativo, evita uma série de doenças, especialmente as relacionadas com os músculos e ossos. Fora os benefícios físicos, o cão também influencia na saúde mental. O dono de cães tem menores níveis de depressão. O vínculo entre o cão e o dono beneficia a saúde da pessoa em geral. Os donos de cães são mais propensos a praticar atividades físicas.

Os gatos são animais pequenos, fazem suas necessidades apenas na caixinha de areia, não precisa levar para passear. Um estudo da Universidade de Minnesota descobriu que pessoas que possuem gatos tem menos chance de morrer de doenças cardiovasculares. Os gatos sabem quando você não está se sentindo bem, e oferecem conforto, lhe ajudando a se recuperar. A companhia de um gato ajuda a reduzir a pressão arterial, diminuir os níveis de triglicérides e melhorar o sistema imunológico. O donos de gatos têm menos chances de sofrer um derrame. Estudos mostraram que lares para idosos que permitem que os residentes possuam gatos gastam menos com medicamentos.

Mesmo sendo tão diferentes, com o cão tendo instinto de viver em grupo e gatos serem mais solitários, existem casos de verdadeira união entre esses animais.

Dicas:

  • Conheça a espécie: existem algumas raças de cães que não aceitam de forma alguma conviver com outro bicho, mesmo ele sendo de sua espécie, e isso acaba criando uma disputa de território;
  • Seja paciente: você deve acompanhar de perto as primeiras semanas para saber se há brigas. Contar com a ajuda de um adestrador pode ser uma boa alternativa;
  • Opte por filhotes: quando pequenos eles se adaptam facilmente ao ambiente e por crescerem juntos dificilmente vão brigar. Porém, se você já tem um animal adulto e quer comprar um filhote, esteja sempre atenta ao comportamento do mais velho;
  • Cada um no seu canto: sempre dê ração para os bichinhos separadamente. Os cães não gostam de dividir seu alimento e os gatos preferem comer em lugares altos. Cada um também deve ter seu espaço para fazer as necessidades;
  • Recompensa positiva: quando você não estiver por perto, deixe os bichinhos em cômodos separados. Quando chegar em casa, coloque-os juntos, e se eles tiverem um bom comportamento, dê um carinho ou um petisco que gostem.

Importante saber:

Os animais domésticos, principalmente cães e gatos, podem sofrer com depressão. Assim como nas pessoas, a doença tem chance de manifestar-se por uma série de fatores, como experiências traumáticas, perda do dono por morte ou abandono, a chegada de um novo animalzinho que divida o mesmo espaço, mudança de ambiente ou de rotina, solidão, entre outros. Nem sempre é fácil perceber os sinais da depressão nos animais domésticos, já que cada um tem uma forma de manifestar os sintomas, mas alguns comportamentos são recorrentes:

  • Perda de apetite com apatia acentuada;
  • Lambedura excessiva nas patas e no corpo;
  • Tristeza profunda;
  • Rejeição ao toque;
  • Isolamento.

Os gatos, diferente do que se imagina, são ainda mais propensos a desencadear a depressão, pois qualquer mudança de rotina pode levar a depressão e a consequência disso é desenvolverem doenças, como a Síndrome de Pandora (cistite idiopática no felino). Geralmente, os proprietários de animais domésticos passam muito tempo no trabalho e os animais se sentem sozinhos e abandonados. Outros motivos que podem levar à depressão são casos de doenças que necessitam de internação, quando o animal precisa ficar dias no hospital veterinário, e também visitas de crianças ou desconhecidos, por exemplo.

Tratamento

A melhor maneira é prevenir que a depressão aconteça. Para isso, o dono deve dedicar um período do dia para dar atenção e brincar, bem como evitar deixar o seu animal sozinho por muito tempo. O ideal é minimizar as mudanças de rotina e levar ao veterinário para realizar exames laboratoriais e de imagem, para ter certeza que não há doenças primárias. Também é muito válido tentar manter uma rotina diária com passeios e brincadeiras. Em casos mais graves, em que o animal já foi afetado pela depressão, existem antidepressivos e sessões terapêuticas caninas.

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