Métodos contraceptivos

Método destinado a impedir a fecundação do óvulo. São utilizados nos casos em que se deseja impedir a gravidez.

Métodos:

  • Coito interrompido: consiste na ejaculação do esperma fora do canal vaginal, ou seja, a interrupção do ato sexual antes que o homem atinja o orgasmo. Método inseguro, além disso, pode provocar, em indivíduos predispostos, distúrbios neuropsíquicos;
  • Método Rítmico ou de Ogino- Knaus: consiste na abstenção do ato sexual nos dias considerados férteis da mulher, isto é, nos dias em que o óvulo pode ser fecundado;
  • Pílula oral: são feitas com hormônios parecidos com os que são produzidos pelo próprio corpo. Impede a ovulação e dificulta a passagem dos espermatozoides para o interior do útero;
  • Anticoncepcional injetável: é semelhante à pílula, não exige que seja administrado diariamente e possui menos efeito colaterais no estômago do que o comprimido. Por ser uma solução oleosa, é liberada a mesma quantidade de hormônios da pílula diária e a menstruação ocorre normalmente;
  • Dispositivo intrauterino (DIU): uma estrutura de metal que tem ação espermicida intrauterina, impedindo que o espermatozoide chegue ao óvulo. Pode ficar até cinco anos dentro do corpo da mulher. Os efeitos colaterais podem ser o aumento do sangramento menstrual, da duração da menstruação e da incidências de cólicas;
  • Diafragma: é um método de barreira móvel. Pode ser colocado e retirado da vagina. Para ser eficiente, deve ser colocado duas horas antes da relação sexual e retirado entre quatro e seis horas após o sexo. Sua durabilidade é de cerca de dois anos;
  • Preservativo masculino: método que além de evitar a gravidez, também protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis. O método impede o contato do sêmen com a vagina, o ânus ou a boca. O esperma fica retido e não entram no corpo da mulher. Deve ser verificado antes de usar se não está furada e descartada após o uso;
  • Preservativo feminina: pode ser colocada até oito horas antes da relação sexual  e também é um método de barreira que não deixa com que o espermatozoide entre no corpo feminino. O anel interno deve ser inserido na vagina, enquanto que o externo deve ficar para fora do corpo, cobrindo a parte externa da vagina;
  • Pílula do dia seguinte: só deve ser usado em caso de emergência, quando a camisinha estourou ou não houve uso de preservativo na relação sexual. Jamais deve ser adotado como método usual de proteção. O uso frequente da pílula de emergência pode causar alterações no ciclo menstrual;
  • Métodos definitivos: utilizado segundo a Lei do Planejamento Familiar, para pessoas com mais de 25 anos e pelo menos dois filhos vivos, ou em casos que há risco de vida para a mulher ou para o futuro bebê. Os métodos contraceptivos definitivos são: laqueadura – é uma cirurgia na qual as trompas da mulher são amarradas ou cortadas, evitando que o óvulo e os espermatozoides se encontrem. Há dois tipos de laqueadura: abdominal e vaginal. Vasectomia – é uma pequena cirurgia, na qual é cortado o canal que leva os espermatozoides do testículo até as outras glândulas que produzem o esperma (líquido) masculino. Após a vasectomia, a ejaculação continua normal, só que ocorrerá sem a presença de espermatozoide.

Não há um método ideal para todas. O melhor é o que é bom para cada mulher na atual fase de sua vida.

  • Preocupação com o peso: pode optar pela pílula anticoncepcional, ela não engorda. No máximo, faz reter líquido, aumentando até ½ quilo na balança. Já injetável trimestral pode causar o ganho de peso. Para a mulher obesa, acima de 90 quilos, o anticoncepcional adesivo está descartado, já que a eficácia cai. Se tiver diabetes ou hipertensão, a pílula combinada (estrogênio e progesterona) também é contraindicada. Para as que fizeram redução de estômago, não se aconselha o método oral, pois a cirurgia altera a absorção. Nesses dois últimos casos, as melhores opções são o implante, o DIU de cobre;
  • Sofre com enxaqueca: evitar os contraceptivos combinados, pois é comum a dor estar relacionada à presença de estrogênio. Prefira os orais que têm apenas progesterona ou DIU. Para quem está acostumada a tomar pílulas com progesterona e estrogênio, uma saída é escolher uma de baixa dose e fazer uso contínuo, colar uma cartela na outra para impedir o sangramento menstrual. Em geral, a dor se manifesta na pausa para menstruar, quando há uma queda nas taxas hormonais;
  • Para quem treina: os melhores contraceptivos para atletas são os que suspendem a menstruação ou reduzem o fluxo, diminuem as cólicas e os sintomas da TPM, é o caso do DIU.Também para diminuir o fluxo e evitar os altos e baixos hormonais que afetam a performance, recomenda-se a pílula em regime contínuo (sem a pausa para menstruar), o anel vaginal, inserido pela mulher para liberar hormônios, substituído a cada 21 dias, em vez de cada 28, e o adesivo aplicado sobre a pele e trocado toda semana, sem pular uma por mês. O adesivo pode ser usado mesmo por quem transpira muito ou pratica esportes aquáticos – as chances de descolar são mínimas. Mas convém deixá-lo em local visível no abdome, em vez dos glúteos;
  • Viaja muito: adesivo, trocado uma vez por semana, ou do anel vaginal, substituído uma vez por mês. Para as que gostam de menstruar, uma boa pedida pode ser o DIU de cobre. O ginecologista coloca e elas só vão pensar em contracepção dez anos depois. Quem se habituou a tomar a pílula direito – até instalou um lembrete no celular – mas não faz questão de sangrar todo mês, pode adotar o regime pílula contínuo (sem a pausa para menstruar);
  • Acabou de ter filho: as chances de engravidar caem durante a amamentação, mas não dá para confiar apenas na natureza. O método mais empregado são as pílulas só de progesterona. As que trazem estrogênio não são indicadas porque podem alterar a produção do leite. Outro método é o DIU. Em pacientes com alto risco de engravidar, alguns médicos os introduzem já na maternidade, após a saída da placenta. O inconveniente é a maior taxa de expulsão, já que o útero ainda está com o volume aumentado;
  • Estar sozinha: ao terminar um romance, é grande a tentação de abandonar a pílula ou outro anticoncepcional. A pílula traz benefícios além da contracepção, como reduzir as cólicas e regular o ciclo. Pode ainda acontecer uma relação esporádica, até mesmo com o ex, e o risco de gravidez não programada é grande. O preservativo protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, mas o índice de falha contraceptiva é grande;
  • Problema no estômago: trocar os contraceptivos orais pelo anel vaginal, adesivo ou DIU. A recomendação se estende às mulheres que sentem náuseas ao tomar pílulas.

Não se esqueça.  O método adequado você poderá escolher, junto com seu médico!!

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