Aprendendo a ouvir o coração do outro

Vou apresentar um artigo de Sérgio Leoto, da Revista da Família Brasileira Lar Cristão, que ganhei da minha amiga Marciana Antunes.

“Eu não entendo você! Sempre essa cara triste, mesmo quando eu faço o que você quer! Está tudo bem entre nós?”, diz o marido. A esposa, cabisbaixa, responde “Tudo certo! São coisas minhas”.

Esta conversa tem se tornado cada vez mais comum na vida de muitos casais.

Há uma quantidade cada vez maior de cônjuges que chegam à separação, por não perceberem o descontentamento que existe no coração da outra pessoa.

Uma boa comunicação necessita de duas coisas: saber ouvir e falar adequadamente. Mas, existe a constatação de que muitos homens têm dificuldades de expressar seus sentimentos. Sendo assim, é razoável supor que eles também tenham problemas em ouvir os anseios do coração do próximo.

O que é ouvir o coração? “E fácil ouvir o coração do outro! É só pegar um estetoscópio e colocar no lado esquerdo do peito”. Não estamos falando de medicina! Nossa intenção é que as pessoas aprendam a se comunicar e caminhem para uma real intimidade. Cada pessoa pode expressar necessidades, sentimentos, desejos, expectativas, gostos, sonhos e crenças próprias. Simplesmente ser ouvido, sem prejulgamentos ou preconceitos, em um clima favorável, no qual cada um procure entender o ponto de vista do outro, com compreensão e respeito.

Na verdade, foi isso que ocorreu quando o casal se conheceu: conversaram muito e foram aos poucos abrindo seus corações um ao outro, até decidirem que deveriam chegar ao passo do casamento. Só que este “abrir de coração” nunca deve parar! Tem que continuar por TODA a vida! Infelizmente, nem sempre isso acontece!

Adquirir uma comunicação mais profunda, sendo capaz de abrir o coração e ouvir o outro, não é uma tarefa tão simples. São necessárias habilidade e inteligência emocional. É preciso aprender certas regras e treiná-las.

O modo de se comunicar deve ser alvo de constantes avaliações para que haja crescimento e se possa medir se o relacionamento está saudável.

Cada cônjuge deve tomar consciência de como está a sua atuação dentro do relacionamento. Sentir-se culpado não resolve o problema. É preciso corrigir o que está errado e manter uma atitude de revisão e aprendizado constante.

Avalie-se periodicamente e responda com sinceridade:

  • Meu jeito de agir tem complicado ou facilitado a convivência entre nós?
  • Estou causando satisfação ou insatisfação?
  • Estou promovendo afastamento ou aproximação?

Há o momento de silenciar para ouvir o coração do outro e, depois, responder aos seus anseios. A sabedoria está em saber qual é o tempo de cada atitude. Porém, quando for o momento adequado da resposta, que este seja o desafio do casal: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”.

Olá,

Deixe seu e-mail para receber as melhores informações sobre alimentação, comportamento e saúde.

Parabéns, você se inscreveu com sucesso!