O que acontece com uso frequente de salto alto

Interessante a todas as mulheres que como eu adora um salto alto! Você é da turma que não abre mão do salto alto?

O que usamos nos pés afeta a maneira como nossos corpos se movem. As pessoas que correm descalças, têm mais propensão a colocar primeiro a parte da frente dos pés no chão, enquanto as que usam tênis de corrida normalmente pisam primeiro com o calcanhar.

O salto alto afeta a forma e o funcionamento dos pés drasticamente. De acordo com uma recente avaliação de pesquisas sobre sapatos, andar de salto pode “alterar a posição natural do conjunto pé-tornozelo e assim produzir uma reação em cadeia de efeitos que sobem dos membros inferiores pelo menos até a espinha”. Em um estudo pesquisadores da Universidade Hanseo, da Coréia do Sul, avaliaram um grupo de recrutas: jovens da universidade que estudam para se tornar comissárias de bordo e que precisam ir de saltos altos à escola porque terão que usá-los se forem contratadas por uma empresa aérea da Coréia do Sul. A cada ano no curso, elas terão acumulado mais tempo de uso de sapatos de saltos altos, tornando mais fácil controlar as alterações fisiológicas. Os pesquisadores chamaram dez jovens de cada período para o laboratório e testaram seu equilíbrio com um aparelho que possui uma placa bamba e a força dos músculos de seus tornozelos usando máquinas de exercício computadorizadas. Comparadas com as alunas do primeiro ano, que normalmente não estavam muito acostumadas a usar saltos, as do segundo e terceiro anos mostraram mais força em alguns dos músculos em volta de seus tornozelos, especialmente aqueles na parte de dentro e de fora das juntas. Essa diferença entre as novas usuárias e as já experientes sugere que “usar sapatos de saltos altos pode, à princípio, levar à adaptação e ao aumento de força” a medida que o tornozelo responde ao estresse a que é submetido pelos calçados pouco familiares, diz o professor de fisiologia do exercício da Universidade Hanseo, que liderou o estudo. Entretanto, as alunas do quarto ano, que usaram saltos altos por mais tempo, apresentaram um enfraquecimento desses mesmos músculos, inclusive quando comparadas com as moças do primeiro ano, e também mostraram músculos muito mais fracos na frente e atrás do tornozelo, além de um equilíbrio bem pior. Na verdade, todas as mulheres que estavam em anos mais avançados tiveram equilíbrio pior do que as novatas, mesmo aquelas com os músculos fortalecidos. O que parece estar acontecendo, diz Yong-Seok, é que a relação de força entre os músculos das laterais dos tornozelos e os da frente e de trás tornou-se cada vez mais desequilibrada ao longo dos anos de uso de saltos, ajudando a causar problemas de instabilidade e de equilíbrio nos tornozelos e, eventualmente, levando a um declínio na potência mesmo dos músculos que por um tempo haviam se fortalecido. 

Pequenas mudanças podem ser bem positivas:

  • Os músculos das suas panturrilhas ficam mais longos: um estudo revela que as pessoas que usam salto com frequência apresentam músculos da panturrilha mais curtos. Isso acontece porque o calcanhar passa muito tempo elevado, ele se alonga até seu comprimento natural.  Quando você deixar o hábito de lado, pode apostar no combo: alongamento, espuma de rolamento, andar de chinelo ou rasteirinha. Isso vai ajudar suas panturrilhas a voltar ao normal. Aí, elas vão parecer mais longas;
  • A sua coluna vai agradecer:  aumenta a pressão sobre a região lombar, causando dores e, com o tempo, desenvolvendo outras doenças. Por isso, quanto mais rápido você tirar o salto, menos pressão a sua coluna sofrerá;
  • O calcanhar pode sentir abstinência e doer um pouco: os seus tendões e músculos estão acostumados com a tensão diária. Quando você fica algum tempo sem, algumas dores no calcanhar podem surgir, mas depois de alguns dias os incômodos somem;
  • Dor no joelho pode desaparecer: a pressão extra sobre os tendões e ligamentos dos seus joelhos podem ocasionar dor;
  • O equilíbrio também melhora: o uso de salto ao longo dos anos reduz a força entre os músculos dos tornozelos, o que gera instabilidade e desequilíbrio.

 

 

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