Ronco X Apneia

Meu marido sempre diz que eu ronco e as vezes não o deixo dormir..rs

Os homens são mais reféns da sinfonia noturna. Mas isso não quer dizer que o público feminino deixa de soprar acordes ruidosos. 

Ronco: é uma obstrução parcial das vias respiratórias superiores durante o sono, que pode ocorrer em razão natural do contato das paredes musculares da faringe que tem diminuição do seu tônus induzido pelo repouso e a própria perda de elasticidade que acontece com o decorrer da idade; ou decorrente de uma obstrução nasal. O palato mole, que é a parte do “céu da boca” mais macia e próxima da garganta, é geralmente a região que produz o típico som do ronco. Via de regra, o ressonar surge durante a inspiração, mas pode também ser provocado durante a expiração. O ronco é um sintoma típico da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), mas nem todo mundo que ronca tem necessariamente esta síndrome.

Causas e fatores de risco:

  • Flacidez nos músculos da boca e da garganta;
  • Amídalas e adenoides hipertrofiadas;
  • Desvio do septo;
  • Pólipos no nariz;
  • Palato em forma de ogiva;
  • Rinite, sinusite e obstruções nasais;
  • Palato mole e úvula aumentados;
  • Queixo retraído;
  • Envelhecimento;
  • Pescoço mais grosso e mais curto;
  • História familiar de ronco;
  • Obesidade;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Medicamentos do tipo relaxante muscular, anti-histamínicos sedativos (antialérgicos) ou ansiolíticos (calmantes);
  • Dormir em decúbito dorsal;
  • Excessos alimentares antes de dormir;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Tabagismo;
  • Sexo masculino;
  • Hipotireoidismo não tratado.

Sintomas: são muito semelhantes aos da apnéia.

  • Sono não reparador;
  • Despertar noturno frequente;
  • Distúrbios cognitivos como: dificuldade de memória, concentração e atenção;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Sonolência Diurna Excessiva.

Paciente com ronco, mesmo sem apnéia, também podem apresentar maior propensão a acidentes de trânsito e de trabalho e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Tratamento: depende de cada caso, podendo consistir de medidas clínicas ou até intervenções cirúrgicas.

  • Medidas clínicas: como suspender o uso de álcool e de algumas medicações relaxantes (benzodiazepínicos, narcóticos, barbitúricos), evitar dormir de barriga para cima e emagrecer;
  • Fisioterapia: para fortalecimento da musculatura da garganta também pode ser muito útil.

Se existirem problemas otorrinolaringológicos que possam estar colaborando com a piora do ronco como hipertrofia das conchas nasais, desvios septais, alergias (rinites), deformidades, pólipos, tumores, hipertrofia adenoamigdaliana, deverão ser tratados.

  • Aparelhos intra-orais: são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para a frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. O aparelho é usado na hora de dormir e funciona avançando a mandíbula para frente e mantendo-a nesta posição. Isto aumenta a abertura para a passagem do ar e evita que a língua vá para trás durante o sono.
  • Para os casos graves, a melhor indicação: CPAP nasal. O uso do CPAP afasta o risco de problemas cardiovasculares e de hipertensão.
  • Cirurgia: no tratamento do ronco tem de ser muito bem avaliada.

Atualmente, existe um arsenal terapêutico grande para combater o ronco, ou seja, a reabilitação, a prótese dentária para o queixo, implantes palatais, cirurgia convencional, laser ou radiofrequência. Em todos os casos, devemos evitar tomar medidas sem o aconselhamento de um profissional de saúde.

Apneia: significa a completa obstrução do fluxo de ar para os pulmões. É caracterizada pela ocorrência de episódios recorrentes de obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono. A conseqüência destas obstruções é a redução (hipopnéia) ou interrupção completa (apnéia) do fluxo de ar apesar da manutenção do esforço inspiratório.

 Fatores anatômicos:

  • Aumento de amígdalas e adenoide;
  • Obstrução nasal: desvio septal, rinite e pólipos nasais;
  • Queixo posicionado para trás que leva a base da língua na direção da garganta.

Três tipos principais de apneia do sono: 

  • Apneia obstrutiva do sono (AOS): é o tipo mais comum de apneia do sono, constituindo 84% dos diagnósticos de apneia do sono.
  • Apneia central do sono (ACS): é o tipo menos prevalente de apneia do sono, e pode ser causada por insuficiência cardíaca ou uma doença ou lesão que envolva o cérebro, tais como: AVC, tumor cerebral, infecção viral no cérebro e doença respiratória crônica. 
  • Apneia mista do sono:  é uma mistura da AOS com a ACS, e é o tipo menos comum de apneia do sono.

Sinais e sintomas:

  • Ronco: respiração ruidosa ou barulhenta durante o sono;
  • Sono não reparador ou seja, o paciente já acorda com a sensação de cansaço ou de que não dormiu suficientemente bem despertar noturno freqüente;
  • Paradas momentâneas da respiração durante o sono presenciadas pelo cônjuge ou outros familiares;
  • Distúrbios cognitivos como: dificuldade de memória, concentração e atenção
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Nictúria ou seja, o paciente desperta várias vezes durante a noite para urinar sem que haja um problema de ordem urológica;
  • Cefaléia matinal, estes pacientes muitas vezes já acordam com dor de cabeça;
  • Sonolência Diurna Excessiva: é um sintoma muito importante e freqüente.

O tratamento deve ser planejado de acordo com as necessidades individuais de cada paciente e de acordo com o grau de apnéia. Em geral, o tratamento envolve a adoção de medidas clínicas simples aliadas ao uso de dispositivos ou aparelhos que visam facilitar o fluxo do ar pela via aérea como os aparelhos intra-orais e os aparelhos de pressão positiva para via aérea superior (CPAP e BIPAP).

Medidas clínicas:

  • Suspender o consumo de álcool e cigarro e o uso de drogas como benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos (sempre sob orientação médica). Entre outros fatores, estas substâncias relaxam a musculatura do palato e pioram a apnéia;
  • Evitar dormir na posição em que a apnéia aparece ou piora, geralmente a pior posição é a de barriga para cima;
  • Emagrecer: alguns estudos demonstraram que a perda de peso pode melhorar os índices de apnéia e hipopnéia;
  • Exercícios de fisioterapia para fortalecimento da musculatura da garganta.

Formas de lidar com a apneia:   o médico vai prescrevê-las conforme a situação.

CPAP: uma máscara recobre o nariz e a boca e joga o ar para as vias respiratórias.

Aparelho oral: projeta a mandíbula ou abaixa a língua para aumentar a entrada de oxigênio.

Dispositivo nasal: feito de metal, ele dilata as narinas e ajuda a extinguir o hábito de respirar pela boca.

Cirurgia: é a melhor saída em casos de defeito anatômico na faringe, por exemplo.

Fonoaudiologia: exercícios vocais ajudam a impedir que os músculos da garganta relaxem demais.

 

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