Como lidar com o divórcio

O divórcio é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil.

O processo legal de divórcio pode envolver questões como atribuição de pensão de alimentos, regulação de poder paternal, relação ou partilha de bens, regulação de casa de morada de família, embora estes acordos sejam complementares ao processo principal. Num divórcio, o destino dos bens do casal fica sujeito ao regime de bens adotado na altura do casamento, e que geralmente em todos os países são: separação de bens, bens adquiridos, ou comunhão de adquiridos. Quanto ao poder paternal, ele assume cada vez maior importância no divórcio. É um momento de crise importante na vida da pessoa, geralmente ocorre uma reação de luto pelo fim da união, por pior que estivesse antes da separação. As pessoas relatam sentimentos de depressão e angústia intensa, relacionada a dúvidas e mudança constante no humor na época do divórcio. Apesar de uma separação poder ocorrer de forma rápida, estudos mostram que o processo de recuperação psicológica da crise do divórcio leva cerca de dois anos para ter uma resolução satisfatória, quando torna-se possível que o ex-cônjuge seja visto de modo neutro (sem raiva ou rancor intensos), com cada um dos separados aceitando sua nova identidade de pessoa solteira ou descasada.

Em relação ao filhos:

Quanto menor a criança, mais dificuldades terá para entender o porque da separação.  Os pais não deverão economizar esforços para que as crianças entendam sua decisão e lhes façam ver que é algo necessário.  Diante da situação da separação muitos filhos tornam-se rebeldes, malcriados ou deprimidos, e esta situação logo se refletirá de uma maneira negativa no seu desenvolvimento escolar, no seu contato com a família, e em sua convivência social, o que fará com que passem a buscar outras saídas não adequadas e benéficas para seus conflitos.

  • Entre 2 e 6 anos: a criança não entende ainda, mas ao notar que um dos membros do casal não dorme em casa, é provável que pense que é por sua culpa. Nesta idade, algumas crianças negam a separação tanto a si mesmos quanto aos demais parentes ou amigos, dizendo que seus pais ainda dormem juntos à noite;
  • Entre 6 e 9 anos: aparecem sentimentos de rejeição, fantasias de reconciliação e os problemas de atitude. É possível que as crianças experimentem raiva, tristeza pelo pai que se foi. Nos casos em que os cônjuges tenham tido conflitos graves, alguns filhos podem viver uma luta entre seus afetos pelos pais;
  • Entre 9 e 12 anos: podem manifestar sentimentos de vergonha pelo comportamento dos seus pais, e raiva pelo que tomou a decisão de se separar. Além disso aparecem as tentativas de reconciliar os pais, o descontrole dos hábitos adquiridos e problemas somáticos como dor de cabeça e dor de estômago;
  • Adolescentes (13 aos 18 anos): a separação dos pais causa problemas éticos, e provoca fortes conflitos entre a necessidade de amar ao pai e a mãe e a desaprovação de sua conduta.

Reações mais comuns:

  • Amadurecimento acelerado. O adolescente adota o pai progenitor ausente, aceitando suas responsabilidades;
  • Pode adotar uma conduta antisocial: não acata nem aceita normas, desobediência, condutas de roubo, consumo de álcool, drogas.

Se o divórcio é inevitável, os pais precisam estar cientes da sua responsabilidade para amenizar o sofrimento dos filhos. Todas as decisões devem ser tomadas a fim de que a transição seja a mais tranqüila possível.

O que fazer:

  • Ajam de forma madura e responsável. Jamais joguem seus filhos contra o cônjuge ou os usem como escudo ou arma durante uma batalha judicial;
  • Optem pelo tipo de guarda que atenda às necessidades e interesse deles. A guarda compartilhada  tem sido bastante incentivada pelos juízes.
  • Levem a sério os sentimentos das crianças. Permitam que se expressem livremente;
  • Digam sempre o quanto os amam. O cônjuge que saiu de casa precisa reforçar esse sentimento por palavra e ações;
  • Jamais as recriminem por chorarem, por estarem tristes ou zangadas. É importante que elas coloquem para fora o que estão sentindo. Elas precisarão de um tempo para compreender e aceitar a nova realidade familiar;
  • As regras devem ser as mesmas na casa da mãe e do pai. Os filhos precisam sentir que há consistência na educação e que você e seu ex-cônjuge concordam com regras que envolvem alimentação, horário de dormir, entretenimento;
  • Contem às crianças as razões da separação. Eles precisam saber que não têm parcela alguma de culpa sobre o que aconteceu. É comum que as crianças menores pensem que têm culpa.
  • Continuem se dedicando aos filhos, em termos de tempo, amor, atividades, companheirismo. Lembre de sair sozinho com cada filho, para que ele se sinta especial e amado;
  • Procurem manter as rotinas das crianças, ou mudem o mínimo possível;
  • Incentivem seus filhos a amar e respeitar seu ex-cônjuge, independente do que tenha ocorrido. Jamais dissemine seu rancor ou raiva entre seus filhos, principalmente com a intenção de atingir o pai ou a mãe deles;
  • Não troquem tempo e atenção por presentes. O tempo para seus filhos deve ser sagrado;
  • Tomem decisões em conjunto sobre questões que envolvam os filhos, como educação, saúde, esportes, viagens;
  • Não discutam pendências na frente das crianças.
  • Não seja permissivo com as crianças devido a um sentimento de culpa ou devido a uma falta de energia para a parentalidade, limites proporcionam segurança.

 

 

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