Endometriose

O endométrio é a camada de tecido composto por glândulas e estroma, que recobre internamente a cavidade do útero, sendo responsável pela menstruação quando descama ao final de um ciclo menstrual. É estimulados pelos hormônios ovarianos: estrogênio (produzido pelos folículos) e progesterona (produzida pelo corpo lúteo ou amarelo), tem um aumento na sua espessura devido à grande concentração de progesterona (ocorrendo ao contrário no período menstrual, quando a progesterona decresce). É o endométrio que permite o alojamento do embrião na parede do útero (nidação). É ele também que, durante os primeiros meses de gravidez, permite a formação da placenta, que vai proporcionar, ao longo de toda a gestação, nutrientes, oxigênio, anticorpos, e outros elementos, bem como eliminar todos os produtos tóxicos resultantes do metabolismo, essencial à sobrevivência, saúde e desenvolvimento do novo ser. Ela é parte do organismo genital da mulher. Endometriose é uma doença feminina caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial  fora do útero. Geralmente é caracterizada por quadros de dor intensa. Na maioria dos casos a endometriose acomete os ovários, intestinos ou parede abdominal. Raramente ela se dissemina para além da região pélvica. Na endometriose, o tecido endometrial implantado em local anômalo continua funcionando de forma normal, ou seja, ele cresce, rompe e causa sangramento a cada ciclo menstrual. Por não estar situado no local normal (cavidade uterina) e por não apresentar saída, esse tecido endometrial fica aprisionado. Quando a endometriose acomete os ovários pode ocorrer a formação de cistos chamados de endometriomas. O tecido ao redor do endométrio anômalo pode sofrer um processo inflamatório e desenvolver cicatrizes e aderências (tecido anormal que altera a estrutura intracavitária).

Causas: as causas exatas da endometriose ainda não são claras, mas os médicos levantaram algumas possíveis causas para o problema:

  • Menstruação retrógrada: isso acontece quando o sangue da menstruação que contém células do endométrio retorna pelas trombas de falópio e cavidade pélvica. Essas células endométricas perdidas instalam-se nas paredes dos órgãos da região pélvica e começam a crescer. Apesar disso, continuam a funcionar normalmente, como se estivessem no lugar certo;
  • Crescimento de células embrionárias: as células que revestem o abdome e as cavidades pélvicas são originárias de células embrionárias comuns. Quando, no processo de diferenciação tecidual, as células que revestem o intestino podem converte-se em tecido endometrial e assim a endometriose pode aparecer;
  • Sistema imunológico deficiente: deficiências no sistema imunológico também podem causar a doença, tornando o corpo incapaz de reconhecer e destruir as células endometriais que crescem no lugar errado;
  • Após alguma cirurgia: como histerectomia, por exemplo, as células do endométrio podem prender-se às incisões cirúrgicas;
  • Sistema linfático: pode transportar células do endométrio para outras partes do corpo e dar origem a um quadro de endometriose em locais mais distantes, como o pulmão, por exemplo.

Sintomas:

  • Cólica menstrual (presente em 90-95% dos casos);
  • Infertilidade;
  • Dor profunda na vagina ou na pelve durante relação sexual;
  • Alterações no intestino na época da menstruação, em casos de endometriose que envolve a região (apresentando sintomas como diarreia, intestino preso, sangramento anal);
  • Alterações na bexiga e vias urinárias na época da menstruação, em casos de endometriose que envolve o aparelho urinário (percebidas pelo aumento no volume das micções, dor ao urinar ou sangramento na urina, por exemplo);
  • Dor contínua, independente da menstruação, principalmente em casos de endometriose mais avançada, com grande quantidade de aderências nos órgãos pélvicos.

Tratamento: dois tipos de tratamento podem ser usados para combater as dores da endometriose: medicamentos ou cirurgia. Cada um deles tem suas especificidades, e cabe ao ginecologista avaliar a gravidade da doença em cada caso e recomendar o melhor tratamento.

  • Tratamento cirúrgico: é removida por meio de uma cirurgia chamada laparoscopia. Em alguns casos, é possível eliminar apenas os focos da doença. Situações mais sérias, o procedimento precisará até remover os órgãos pélvicos afetados pela enfermidade.
  • Tratamento com medicamento: existem diversos medicamentos disponíveis no mercado para tratar a endometriose.

É importante compreender que não existe cura permanente para a endometriose. O objetivo do tratamento é aliviar a dor e amenizar os outros sintomas, como favorecer a possibilidade de gravidez e diminuir as lesões endometrióticas. A escolha do tratamento vai depender da opinião do médico.

 Endometriose 1

Add Comment

Olá,

Deixe seu e-mail para receber as melhores informações sobre alimentação, comportamento e saúde.

Parabéns, você se inscreveu com sucesso!