Câncer de mama

A mama é constituída por estruturas produtoras de leite (lóbulos), ductos: que são pequenos canais que ligam os lóbulos ao mamilo, gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e vasos linfáticos. Vasos linfáticos são semelhantes aos vasos sanguíneos, só que em vez de sangue, transportam linfa, um líquido que contém células do sistema de defesa, gordura e proteínas. Ao longo dos vasos linfáticos há pequenos órgãos em forma de feijões, ou gânglios, ou nódulos linfáticos, ou ainda linfonodos, que armazenam glóbulos brancos chamados linfócitos. A maioria dos vasos linfáticos da mama leva a gânglios linfáticos situados nas axilas, denominados nódulos ou gânglios axilares. Se as células cancerosas atingirem esses gânglios, a probabilidade de que a doença se espalhe para outros órgãos é maior. A maioria dos cânceres de mama começa nos ductos (carcinomas ductais), alguns têm início nos lóbulos (carcinoma lobular) e os demais nos outros tecidos. O câncer de mama é o mais incidente nas mulheres, atrás apenas dos casos de câncer de pele não melanoma. Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia. O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Tipos:

  • Tumor não invasivo: também chamado de câncer in situ, é aquele que está contido em algum ponto da mama, sem se espalhar para outros órgãos – a membrana que reveste o tumor não se rompe, e as células cancerosas ficam concentradas dentro daquele nódulo;
  • Tumor invasivo: acontece quando essa membrana se rompe e as células cancerosas invadem outros pontos do organismo. Todo câncer de mama in situ tem potencial para se transformar em invasor;
  • Carcinoma ducta in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo. Ele afeta os ductos da mama, que são os canais que conduzem leite. O câncer de mama in situ não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. Caracterizase pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células.
  • Carcinoma ductal invasivo: ele também acomete os ductos da mama, e se caracteriza por um tumor que pode invadir os tecidos que os circundam. O câncer do tipo ductal invasivo representa de 65 a 85% dos cânceres de mama invasivos. Esse carcinoma pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de um ou mais receptores hormonais na superfície das células;
  • Carcinoma lobular in situ: ele se origina nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. O carcinoma lobular in situ representa de 2 a 6% dos casos de câncer de mama;
  • Carcinoma lobular invasivo: ele também nasce dos lobos mamários e é o segundo tipo mais comum. O carcinoma lobular invasivo pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2;
  • Carcinoma inflamatório: raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. Ele também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástases são grandes;
  • Doença de Paget: é um tipo de câncer de mama que acomete a aréola ou mamilos, podendo afetar os dois ao mesmo tempo. Ele representa de 0,5 a 4,3% de todos os casos de carcinoma mamário, sendo portando uma forma mais rara. Ele é caracterizado por alterações na pele do mamilo, como crostas e inflamações – no entanto, também pode ser assintomático. Existem duas teorias para explicar a origem da doença de Paget da mama: as células tumorais podem crescer nos ductos mamários e progredir em direção à epiderme do mamilo, ou então as células tumorais se desenvolvem já na porção terminal dos ductos, na junção com a epiderme.

Causas: são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas relacionadas. Externas: relacionada ao meio ambiente e aos hábitos e costumes próprios de um ambiente social e cultural. Internas: geneticamente pré-determinadas, estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

  • O cigarro pode causar câncer de pulmão;
  • Exposição excessiva ao sol pode causar câncer de pele;
  • Alguns vírus podem causar leucemia.

Outros estão em estudo, tais como alguns componentes dos alimentos que ingerimos,  muitos são ainda completamente desconhecidos. O envelhecimento traz mudanças nas células que aumentam a sua suscetibilidade à transformação maligna. Isso, somando ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica em parte o porquê de o câncer ser mais frequente nesses indivíduos. Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores atuam alterando a estrutura genética (DNA) das células. O surgimento do câncer depende da intensidade e duração da exposição das células aos agentes causadores de câncer.

Sintomas: podem variar. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o médico.

  • Vermelhidão de pele;
  • Aparecimento de caroço;
  • Inchaço em parte do seio;
  • Alterações no formato dos mamilos e das mamas;
  • Nódulos que são indolores, duros e irregulares, mas a tumores que são macios e arredondados;
  • Dor no mamilo ou inversão do mamilo;
  • Secreção escura saindo pelo mamilo;
  • Pele enrugada, como uma casca de laranja;
  • Em estágio avançado pode abrir uma ferida.

Tratamento: é realizado por equipe multidisciplinar, pois ajudarão em diferentes especialidades como: mastologista, oncologista, cirurgião plástico, patologista, radioterapeuta, fisioterapeuta, psicólogos, assistentes sociais.

  • Mastectomia: é a retirada total do seio e dos linfonodos regionais (debaixo da axila perto do seio afetado) devido à avaliação médica em seu comprometimento ou risco com o tumor;
  • Quadrantectomia: é a retirada somente da parte afetada, com uma margem de segurança, isto é, onde localiza-se o tumor e faz-se o esvaziamento cirúrgico da axila (linfonodos regionais);
  • Pesquisa do Linfonodo Sentinela: consiste na identificação com o uso de corante ou de marcador radioativo do primeiro linfonodo que recebe a drenagem linfática da mama. É retirado cirurgicamente e encaminhado para anátomo patológico. Grande valor nos casos diagnósticos precoce, evitando uma cirurgia mais radical;
  • Quimioterapia: é a utilização de componentes químicos que agem diminuindo a multiplicação celular detendo a expansão do tumor;
  • Radioterapia: aplicação de radiação ionizante para a destruição das células tumorais. Pode ser local ou regionalmente, indicado exclusivamente ou associado a outros métodos de tratamento;
  • Hormonioterapia: consiste na utilização de hormônios para impedir o crescimento de células tumorais;
  • Imunoterapia: utilização de substâncias que modificadoras das respostas imunológicas do organismo.

Psicologicamente o diagnóstico pode trazer uma reação de choque, medo e dúvida. O apoio da família facilita a encarar com esperança e coragem o diagnóstico e o tratamento. É importante que a família seja orientada a buscar apoio tanto do ponto de vista emocional, quanto concreto e informativo. O apoio psicológico de um profissional nem sempre é necessário. Entretanto, toda a mulher se beneficiará.

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