Dependência emocional

Uma condição emocional ou comportamental que afeta a habilidade do indivíduo de ter um relacionamento saudável e mutualmente satisfatório.  A maior parte dos codependentes vem de famílias disfuncionais, conflitivas, que demonstram significativa fragilidade emocional e, por isto, contribuíram para o desenvolvimento e instalação da dependência emocional entre seus membros.

Característica:

  • Insegurança;
  • Submissão;
  • Fragilidade;
  • Necessidade de buscar o reconhecimento do outro;
  • Tem dificuldades de tomar decisões sozinho;
  • Não se acha merecedor;
  • Medo de assumir riscos saudáveis e resistência exacerbada à mudança;
  • Sente-se ameaçado;
  • Limitado na evolução/desenvolvimento individual;
  • Sente-se exposto, defensivo e vulnerável;
  • Depender dos outros para se sentir completo, seguro e equilibrado;
  • Sentimentos de abandono, solidão e extrema insegurança na relação.

Causas:

  • Pais superprotetores: tendem a querer proteger seus filhos de tudo fazendo com que eles não realizem nenhum tipo de atividade sem que um dos pais ou pessoa de sua confiança esteja presente. Crianças que são educadas dessa maneira tornam-se adultos inseguros e dependentes;
  • Pais displicentes: quando são negligentes, a criança passa a perceber o mundo como um lugar perigoso no qual ela não possui nenhuma proteção;
  • Pais muito exigentes: fazem com que acreditem que não conseguem resolver problemas sozinhos e que não dão conta de lidar com o mundo;
  • Personalidade: o individuo é inseguro e dependente.

Sintomas:

  • Crise de ansiedade;
  • Oscilação de humor;
  • Baixa de autoestima;
  • Sensação de insegurança;
  • Ciúmes excessivos;
  • Medo de perda;
  • Preocupação constante;
  • Repreensão das emoções, sentimentos e vontades;
  • Controle compulsivo;
  • Negação;
  • Vítima e Algoz;
  • Não expressa abertamente seus sentimentos e pensamentos.

Eliminar a dependência emocional é possível, mas para que isso aconteça é preciso que tome a decisão de mudar, para só assim ter uma melhor qualidade de vida. A maior porcentagem de pessoas com esse problema são mulheres, ainda que também existam homens que sofram exatamente do mesmo jeito que as mulheres, porém com a desvantagem de que eles têm mais vergonha de assumir e procurar ajuda psicológica. Sentem que sua masculinidade pode ser questionada, quando na realidade isso não vai acontecer.

Tratamento: a psicoterapia pode ajudar a reconhecer a dependência emocional e as armadilhas cognitivas que leva ao sofrimento e infelicidade. O tratamento tem como finalidade resolver os principais sintomas, melhorar a autoestima, desenvolver o reconhecimento das necessidades e emoções, adquirir autonomia, evitar pensamentos negativos da infância.

Dicas:

  • Consciência da dependência emocional é o primeiro passo para começar a superar os sentimentos;
  • Reconheça o seu valor e trabalhe para aumentar a autoestima, que pode ser melhorada com o foco em pensamentos positivos sobre si mesmo;
  • Controle de si mesmo, incluindo seus sentimentos, emoções e ações;
  • Reconheça as suas necessidades emocionais e não dependa de uma única pessoa;
  • Não dependa da outra pessoa para programar seu dia, perceba que você também possui necessidades que são importantes e você precisa ter controle da sua própria vida e fazer as suas coisas independente dos outros.

 A medida que o dependente emocional passa a confiar mais em si mesmo, percebe que suas fraquezas são proporcionais ao seu grau de autoconhecimento.

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