Síndromes Neuróticas

Neuroses: transtorno crônico ou recorrente não psicótico. Ansiedade intensa (experimentada diretamente ou por mecanismos de defesa). O Transtorno mental no qual a perturbação predominante é um sintoma ou grupo de sintomas que angustiam o indivíduo e que ele reconhece como inaceitável ou estranho (ego-distônico), o teste de realidade permanece totalmente intacto. O comportamento não viola ativamente as principais normas sociais. Não existe uma patologia ou fator orgânico demonstrável. No centro de todas as neuroses está a angústia. O homem neurótico vive os conflitos humanos fundamentais de forma particularmente dolorosa e recorrente. A neurose pode também ser vista como uma forma particular de relação do indivíduo com outros, com a corporeidade própria e a dos outros, com os objetos do mundo, fonte de uso e de gozo.

Angústia: relaciona-se diretamente à sensação de aperto no peito e na garganta, de compressão, de sufocamento. Assemelha-se muito à ansiedade, mas tem uma conotação mais corporal e mais relacionada ao passado. Do ponto de vista existencial, a angústia tem um significado mais marcante, é algo que define a condição humana, é um tipo de vivência mais “pesada”, mais fundamental do que a ansiedade.

Ansiedade: é uma sensação difusa, altamente desagradável e frequentemente vaga de apreensão, acompanhada por uma ou mais sensações corporais: sensação de vazio na boca do estômago, aperto no tórax, batimentos cardíacos acelerados, sudorese, dor de cabeça, súbita vontade de evacuar, inquietação. A ansiedade é um sinal de alerta, que serve para avisar sobre um perigo iminente e possibilita que a pessoa tome medidas para lidar com a ameaça. É uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga de origem conflitiva. O medo um sinal de alerta similar, é diferenciado da ansiedade por ser uma resposta a uma ameaça conhecida, externa, definida ou de origem não-conflitiva. A principal diferença psicológica entre as suas respostas emocionais é a sua natureza aguda ou crônica. As pessoas ansiosas cronicamente também se mantêm pelo estresse prolongado ou episódico importante de ataques repentinos de medo, estresse crônico, ansiedade crônica.

Transtorno Ansiosos: Transtorno do Pânico, Transtorno Fóbicos, TOC, Transtornos do Estresse Pós Traumático, Transtornos de Ansiedade Generalizada.

Causa: Conflito e Respostas Biológicas.

Conflito: mecanismos de defesa do ego; a ansiedade é um sinal de perigo para o ego, um sinal de que um instinto inaceitável está exigindo representação e descargas conscientes. Repressão: total / parcial. O Sistema Nervoso Autônomo: a estimulação do SNA causa certos sintomas cardiovasculares, musculares, gastrintestinais e respiratórios: diarreia, tonturas, sudorese intensa, aumento da PA, palpitações, formigamento das extremidades, tremores, hesitação, urgência urinária, taquicardia, desmaios.

Transtorno do pânico: o pânico é caracterizado por períodos espontâneos, episódicos e intensos de ansiedade, geralmente durando menos de uma hora. Ocorrem pelo menos 2 vezes por semanaa. Geralmente há o desenvolvimento de agorafobia.

Agorafobia: termo criado em 1871 para indicar a condição na qual a pessoa parece ter medo de ir a lugares públicos desacompanhados de amigos ou parentes. De origem grega, significa “medo da praça pública”.

Fobia: é um medo irracional resultando no evitamento inconsciente do objeto, atividade ou situação específicos temidos. O paciente percebe, conscientemente, que o medo é infundado.

  • Fobia Social: medo de humilhação ou desconforto em locais públicos, incluem fobias sobre comer em restaurantes, urinar em banheiros públicos, falar em público e realizar apresentações musicais em público;
  • Fobia Simples: é uma categoria residual que inclui fobias específicas não cobertas na agorafobia ou fobia social. Exemplo: uma crença irracional e excessivamente intensa sobre o perigo dos ratos.

As fobias se caracterizam-se pelo surgimento de ansiedade severa quando uma pessoa é exposta a uma situação ou objeto fóbico específico. Estão presentes sintomas mentais ou somáticos específicos. Na tentativa de evitar o desenvolvimento da ansiedade, o paciente faz tudo o que estiver ao seu alcance para esquivar-se. As atividades diárias podem ser prejudicadas em alto grau. O principal achado do exame psíquico é a presença de um temor irracional e ego-distônico a uma situação, atividade ou objeto específicos. Sintomas depressivos associados são geralmente comuns (1/3 dos casos). A maioria dos pacientes consegue levar uma vida relativamente normal, porque o objeto fóbico é facilmente evitável. Já a Fobia Social pode ter um curso crônico e debilitante, com diminuição progressiva do ambiente social

TOC: a característica essencial do Transtorno Obsessivo Compulsivo é o sintoma de obsessões e compulsões recorrentes, suficientemente graves para causarem acentuado sofrimento para a pessoa. Geralmente interferem na rotina pessoal, consumindo tempo e trazendo sofrimento ativo. Uma pessoa pode ter obsessões, compulsões ou ambos.

  • Obsessão: um pensamento, sentimento, ideia ou sensações intrusivos;
  • Compulsão: um comportamento consciente, estereotipado e recorrente, tal como contar, verificar ou evitar;

Ambos são Ego-Distônicos. Embora o ato compulsivo possa ser realizado em uma tentativa de reduzir a ansiedade associada com a obsessão, nem sempre é eficaz. Realizar o ato compulsivo  pode não afetar a ansiedade, podendo até mesmo aumentá-la. As obsessões e compulsões têm certas características em comum: uma ideia ou impulso invade insistentemente a consciência. Um sentimento de medo ansioso acompanha a manifestação central e frequentemente leva a pessoa a tomar medidas contra a ideia ou impulso inicial. São alheios ao ego, ou seja, é experimentada como estranha à experiência da pessoa de si mesma como um ser psicológico. São reconhecidas como absurdas e irracionais. As pessoas que as sofrem têm um forte desejo de resistir a elas. Cerca de metade das pessoas oferecem pouca resistência à compulsão. A evolução é usualmente crônica, sendo raros os casos transitórios. São constantes os períodos de melhora e piora, geralmente associados a fases estressantes da vida. Podemos falar em cura parcial? 80% das pessoas percebem que a compulsão é irracional ou absurda. Existem padrões sintomáticos específicos.

Padrões Sintomáticos: contaminação seguida de banhos, dúvida seguida de compulsão de verificação, obsessões invasivas, lentidão obsessiva, obsessivo compulsivo.

  • Contaminação: o objeto temido é frequentemente difícil de evitar (por ex: fezes e urina), e a compulsão envolve banhos e limpeza. Os banhos podem literalmente esfolar a pele, principalmente as mãos, após sucessivas lavagens;
  • Obsessão de dúvida: a obsessão geralmente envolve algum perigo ou violência (por ex: esquecer de desligar o gás ou fogão, fechar a porta). A verificação pode envolver múltiplos à casa para verificar o fogão. Alguns pessoas têm insegurança obsessiva, como se sempre se sentissem culpados por omitido ou cometido algo;
  • Obsessão Invasiva: sem compulsão associada. São geralmente pensamentos repetitivos de algum ato sexual ou agressivo que o indivíduo considera condenável;
  • Lentidão Obsessiva: obsessão e compulsão aparecem unidas, juntas na execução muito lenta dos comportamentos cotidianos. Pacientes podem demorar horas para se alimentar ou barbear. Início agudo em mais da metade dos casos. Demora de cerca de 10 anos até procurar tratamento (deixam os sintomas em segredo), curso crônico e flutuante. Hospitalizações raras. Grande incidência de sintomas depressivos e distímicos.

 

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