Riscos da automedicação

É a utilização de medicamentos por conta própria, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde. A solução para o alívio imediato de alguns sintomas, pode trazer consequências mais graves do que se imagina. O uso irracional de medicamentos pode, não só agravar uma condição como levar a várias outras. Pode levar a um distúrbio do sistema imunológico, facilitando a hipersensibilidade, resistência dos microorganismos bem como intoxicações. Cada medicamento possui sua dose terapêutica a qual é a ideal para se aliviar e/ou curar o problema. A dose tóxica pode proporcionar consequências graves. Muitas vezes, a diferença entre a dose terapêutica e a dose tóxica é muito pequena, especialmente em medicamentos controlados, e a intoxicação por estas substâncias pode agravar o quadro clínico do paciente e até levar a morte.

No Brasil, embora haja regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para a venda e propaganda de medicamentos que possam ser adquiridos sem prescrição médica, não há regulamentação nem orientação para aqueles que os utilizam.

Apesar de a lei exigir apresentação de prescrição médica no ato da compra, o fato é que eles são facilmente adquiridos de maneira bastante fácil, sem a necessidade de nenhuma receita ser mostrada. O consumo indiscriminado dos medicamentos como os antiinflamatórios, antialérgicos e, principalmente, os antibióticos pode trazer graves consequências não apenas para o paciente, mas para toda a sociedade, uma vez que o consumo sem critério ou indicação adequada favorece a resistência microbiana, anulando a eficácia das drogas.

Fatores que contribui:

  • Variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica;
  • Facilidade de comercialização de remédios;
  • A própria cultura e comodidade da sociedade que vê na farmácia um local onde se vende de tudo;
  • Grande variedade de informações médicas disponíveis, sobretudo em sites, blogs e redes sociais, também está entre os fatores que contribuem para a automedicação.

Os sintomas mais comuns:

  • Erupções de pele;
  • Tonturas;
  • Vômitos;
  • Dor de estômago;
  • Reações que levam à morte.

Um dos analgésicos mais populares do mundo, o paracetamol vem sendo acusado de aumentar o risco de problemas cardíacos, gastrointestinais e renais. Ingerido de acordo com as prescrições médicas, ele não oferece perigo, mas em doses exageradas causa danos ao fígado que podem ser fatais. Metabolizado pelo fígado, 5% do fármaco se transforma em uma substância altamente reativa, a benzoquinoneimina, que normalmente se combina com glutationas presentes no órgão. Se a dose de benzoquinoneimina for muito alta, ela ataca as moléculas que formam a membrana das células hepáticas, destruindo o fígado. Os principais perigos de tomar medicamentos de venda livre, como paracetamol e aspirina incluem mascarar sintomas de doenças que podem ser mais graves ou até mesmo interagir com outro medicamento e causar alergia. Uma simples febre que aparentemente pode ser tratada com paracetamol pode esconder uma amigdalite que precisa ser tratada com antibiótico. Algumas doenças que podem ser tratadas com remédios de venda livre são o resfriado, tosse, micose, azia, afta ou prisão de ventre, porque estes medicamentos raramente apresentam contra-indicações ou efeitos colaterais.

Principais riscos:

Os medicamentos sob prescrição médica quando são usados sem orientação do médico podem ser muito perigosos para a saúde, pois geralmente são remédios complexos, podendo provocar complicações, como:

  • Intoxicação medicamentosa: pois alguns medicamentos não podem ser tomados ao mesmo tempo. É mais frequente em idosos porque tomam vários remédios para controlar diferentes doenças;
  • Mau funcionamento de órgãos: como fígado ou rins, porque a dose tomada é exagerada;
  • Agravamento da doença: quando se toma o remédio errado ou quantidade insuficiente do medicamento, podendo mesmo dificultar a cura;
  • Reação alérgica: pode provocar sintomas como dificuldade em respirar, bolinhas ou inchaço da pele, sendo mais comum com antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios;

A automedicação pode levar a erros de diagnósticos, à escolha de uma terapia inadequada e pode retardar o reconhecimento de uma doença, com a possibilidade de agravá-la. Os medicamentos que já foram anteriormente prescritos podem não ser mais efetivos para uma reincidência da doença. Sintomas iguais podem ter causas diferentes. São apenas um dos indicativos de problemas de saúde. Antes da prescrição, a consulta médica, o exame clínico e a realização de exames complementares são fundamentais. O médico tem competência para avaliar que tipos de medicamentos podem ser tomados em conjunto.

Referente aos medicamentos de tarja:

  • Vermelha: é usada em remédios que apenas podem ser comprados com receita médica de cor branca e, podem provocar reações adversas leves, como náuseas, diarreia ou dor de cabeça;
  • Preta: é usada em remédios que atuam no sistema nervoso central e, geralmente a receita é azul e fica retida na farmácia e, as reações adversas podem ser graves, como sono profundo, esquecimento constante e dependência.

Outro problema é a guarda dos remédios de forma segura para garantir sua durabilidade e a saúde de quem os ingere.

Medicamentos sofrem muito com a variação de temperatura e umidade. O lugar ideal para guardar um medicamento é onde você conseguirá mantê-lo longe de altas temperaturas, umidade e exposição à luz. Por isso, o armário do quarto pode ser uma ótima alternativa. Reserve uma caixa para eles e os coloque dentro do seu guarda-roupa, onde estarão seguros. Os remédios de geladeira devem ser guardados dentro das gavetas de legumes e verduras, que são especiais para alimentos sensíveis, porém nunca na porta da geladeira.

A melhor forma de armazenar os medicamentos é mantê-los em sua embalagem original. O algodão que acompanha um remédio além de amortecer o impacto das cápsulas, ele as protege contra o contato com o oxigênio, que é um agente externo que age sobre o medicamento.

Não faça uso de medicação sem orientação médica!!!!

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