Conheça os tipos de açúcar

Difícil resistir aos poderes do açúcar, mas exagerar na dose pode ser prejudicial à saúde. Conheça os tipos disponíveis no mercado e saiba como usá-los no dia a dia.

É indispensável no bolo da vovó e garante um sabor especial ao cafezinho nosso de cada dia. Proveniente da cana, o açúcar ainda oferece energia para o corpo e estimula a produção de serotonina, hormônio que regula o humor. Mas atenção: consumi-lo em excesso pode ser uma verdadeira bomba para o organismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ingestão máxima não deve ser maior que 10% do total de calorias diárias, o que equivale a 50 gramas, incluindo o açúcar presente nos alimentos. No entanto, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o brasileiro consome até 150 gramas de açúcar por dia, enquanto a média de consumo mundial é de 57 gramas. Ultrapassar o limite indicado implica em problemas como diabetes, aumento dos índices de triglicérides, obesidade e até entupimento das artérias. Cuidar da alimentação, maneirar nos doces e fazer exames para detectar os índices de açúcar no sangue são formas de evitar desconfortos ou complicações. Entre as avaliações mais pedidas pelos médicos estão glicemia, hemoglobina glicada e insulina.Conheça os tipos de açúcar disponíveis no mercado e  descubra como consumi-los no dia a dia.

  • Mascavo: sofre processo de industrialização, mas não passa pela fase de clareamento. E é bem aqui que está o benefício: seus valores nutricionais não se perdem com tanta facilidade. “Rico em cálcio, ferro, potássio e magnésio, o melaço da cana é mantido no processo de produção e faz do ingrediente uma opção mais saudável, mas não menos calórica, por isso fique de olho”, recomenda a nutricionista Danielle Miranda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Sua cor é marrom, tem aspecto mais úmido e o sabor lembra o de uma rapadura. O preço acessível faz do produto uma boa opção para o dia a dia. Na cozinha, ele é bem-vindo no preparo de tortas, bolos e pães. Lembre-se diabéticos não devem consumi-lo.
  • Orgânico: feito sem adição de agrotóxicos, elementos artificiais e componentes químicos – isso vale para todas as etapas do processo de produção, da plantação ao ensacamento. Não é refinado, por isso apresenta textura mais espessa, coloração escura e umidade. Seus nutrientes são conservados, já que não há aditivos em sua composição. Pode ser colocado nas mesmas quantidades do que o açúcar branco, ou seja, sem excessos. O produto é uma boa opção para substituir as versões refinadas em todos os preparos, como sucos, doces e molhos, entre outros.
  • Demerara: seu processo de fabricação é parecido com o do mascavo, com a vantagem de que passa por uma etapa de refinamento bem leve e sem adição de produtos químicos. Resultado: o produto conserva todos os nutrientes presentes no melaço da cana, ideal para regular diversas atividades do organismo. Costuma ser utilizado no preparo de doces sofisticados, como trufas e biscoitos, além de pães e tortas. De sabor intenso, não se dissolve com facilidade (nem de longe é uma das melhores opções para adoçar cafés e sucos).
  • Açúcar de coco: extraído das flores da palma do coco, tem um índice glicêmico mais baixo do que as demais opções. Em poucas palavras: é absorvido lentamente pelo corpo, o que evita picos de insulina. De coloração caramelo, tem boas quantidades de magnésio, zinco, ferro e potássio – substâncias que favorecem o funcionamento do fígado, a circulação sanguínea e a imunidade, entre outros aspectos. Pode ser escolhido para adoçar sucos e chás ( na mesma proporção do açúcar refinado). Também é um ótima opção para bolos, tortas e doces em geral. “Diabéticos estão liberados para usá-los em pequenas doses, desde que tenham acompanhamento médico e nutricional”, afirma a nutricionista Luna Azevedo.
  • Light: é uma mistura de sacarose com adoçante. Adoça quatro vezes mais do que os açúcares comuns e tem menos calorias. Mas isso não quer dizer que o consumo está liberado. Lembre-se de que o excesso nunca faz bem (e que há açúcar na composição). Justamente por isso que o produto não é recomendado para diabéticos. É possível usá-lo no preparo de mousses, gelatinas e em molhos para saladas. O ingrediente é uma boa opção para quem está de regime.
  • Frutose: encontrada naturalmente nas frutas, tem um poder de doçura bem maior do que a sacarose. Vem sendo usada como ingrediente de diversos molhos, tortas, doce de festa, mas sempre em menor quantidade. O fato de ser natural faz muita gente achar que não há restrições para o consumo do alimento, mas não é bem assim. A frutose pode ser uma doce vilã, pois eleva os índices de triglicérides no organismo.
  • Cristal: passa por todos os processos que envolvem a fabricação do açúcar: purificação, evaporação, cristalização, centrifugação e secagem. Não é um dos mais saudáveis justamente por enfrentar uma técnica intensa de refinamento. Para branqueá-lo, é necessário incluir uma série de aditivos químicos na mistura, resultando em uma perda considerável de vitaminas e minerais. Seus cristais brancos ou levemente amarelados vão bem em bebidas ou na decoração de pães e docinhos de festa.
  • Refinado: é resultado da diluição do açúcar cristal, que se transforma em uma calda espessa e passa por diferentes processos até ser peneirado. Conhecido como branco ou de mesa, é pobre em nutrientes por ter recebido aditivos químicos ao longo do seu processo de fabricação. No entanto, o sabor, a facilidade para encontrá-lo e o preço acessível fizeram dele a opção preferida dos brasileiros.

Fonte: Revista Delboni

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