Hora da papinha

Um artigo interessante que li enquanto esperava para fazer exames.

Com a ajuda da Dra. Natasha, traçamos um roteiro para acertar nas escolhas da alimentação em cada fase da vida do bebê.

  • Até os 6 meses: de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o leite materno deve ser a única forma de nutrição. Nessa fase, nem água pode;
  • Após os 6 meses: as vitaminas começam a entrar na dieta com a papinha de frutas, mas sem deixar a mamadeira de lado. Basta amassar ou raspar mamão, banana, pera, maçã, etc., e dar ao bebê uma vez ao dia – de preferência pela manhã ou à tarde. A partir desse período, a água está liberada à vontade.
  • Uma semana depois: é hora de dar a papinha salgada uma vez ao dia, se possível durante a refeição em que a família toda se reúne. O tempero básico pode levar, por exemplo, cebola, óleo, cebolinha e salsinha – mas o sal não entra nessa mistura. Depois, é preciso incluir uma porção de cereal ou tubérculo (como arroz, batata, mandioca ou inhame), uma porção de leguminosa (feijão, lentilha ou grão-de-bico), uma porção de hortaliça (legumes e verduras) e uma porção de proteína. Vale as carnes – de boi, frango, porco ou peixe – e os ovos. A quantidade certa tem o mesmo tamanho da mão fechada do bebê”, explica a pediatra. Para manter as propriedades dos ingredientes, amasse-os manualmente em vez de usar o liquidificador – isso também ajuda a estimular a mastigação nos primeiros meses. E lembre-se: o ponto certo é o de purê, e não de sopa, e a papinha não pode ser gordurosa ou temperada em excesso.
  • Após um mês: nesse segundo momento, a papinha deve fazer parte da rotina duas vezes ao dia – além das frutas e do leite materno.
  • Bebida: a Dra Natasha aconselha que o suco natural deve ser introduzido junto a papinha de frutas. “O recomendado são apenas 100 ml ao dia, e nunca com as refeições. Quantidade superior a essa vai comprometer o apetite da criança” afirma. Durante o primeiro ano de vida, corantes, acidulantes e aromatizantes não devem fazer parte da dieta, por isso produtos industrializados não são aconselhável.
  • A partir dos 11 meses: hora de incluir a criança na alimentação normal da família.

Um passo por vez

Para Dra. Natasha, as crianças deveriam experimentar diferentes tipos de legumes, verduras e frutas até os dois anos de idade, período em que o paladar ainda é restrito. Os pais precisam manter a calma, pois é natural e comum  haver certa resistência a esses alimentos, que têm texturas, consistências e sabores novos. De maneira geral, os vegetais de cor verde tendem a ser rejeitados pelos pequenos – quem nunca viu um prato cheio de espinafre ou alface deixado de lado? O mesmo acontece logo após os desmame, com as partes sólidas das papinhas, pois essa novidade demanda dos pequenos uma nova tarefa: a mastigação. “Para saber se a criança gosta ou não de certo alimento, tente oferecê-lo até oito vezes, com diferentes formas de preparo e nunca em dias consecutivos”, completa a médica.

Deixe a criatividade fluir e capriche no visual e na mistura de sabores nos pratos. Uma dica que pode ser usada após a criança sair da fase da papinha é dispor no prato, de forma lúdica, as verduras e os legumes. Por exemplo: o brócolis pode servir como árvore, e a cenoura ou a beterraba ralada faz as vezes do cabelo de um bonequinho criado com os demais alimentos.

O Dr. Sérgio destaca a importância de nunca tratar a comida como uma moeda de troca. “Alguns comportamentos devem ser evitados, como obrigar a criança a comer mais do que pode, eventualmente provocando refluxo e vômito; premiar um bom comportamento com guloseimas; usar jejum como forma de castigo; e encarar o fast-food como presente de comemoração”, afirma.

Aos três anos de idade, a criança passa a ter novas experiências de convívio. “Nesse período, ela adquire mais autonomia na alimentação. Por isso, programas de educação nutricional integrados ao currículo escolar e à merenda devem ser construídos com a participação da família”, ressalta Dra. Natasha. Nessa idade, uma boa forma de despertar o interesse por frutas, legumes e verduras em casa é tornar os filhos participativos durante a lavagem e o preparo das refeições. Vale, também, levar as crianças a feiras e supermercados – é diversão na certa! Essa é a melhor forma de mostrar a importância de comer “verde” e experimentar novas possibilidades. “O paladar vai se aprimorando progressivamente e as preferências passam a se basear na textura, no aroma e na apresentação dos alimentos”, ressalta a pediatra.

Fonte: Revista Delboni

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