Gravidez com trombofilia

Receber o positivo no exame de gravidez, gerar um bebezinho dentro do ventre, ter um bom parto e poder segurar aquela criança nos braços, pela primeira vez, é o sonho de muitas mulheres. Porém, com a gravidez – um período de muitas mudanças, cuidados  e fragilidade – também surgem as dúvidas e os medos. E se, para a maioria das mamães , o primeiro trimestre é o mais difícil por ser a fase mais importante para a formação e desenvolvimento do bebê e também a mais crítica para abortos e surgimento de malformações; para outras, a gestação inteira é de extrema atenção. è o caso das mulheres com trombofilia.

Segunda a ginecologista e obstetra Helena Sampaio, a trombofilia é uma condição do sangue da pessoa, que pode predispor ao aparecimento de doença tromboembólica. Ela pode ter origem genética, isto é, vir representada nos genes da pessoa, ou aparecer de acordo com as condições de vida e características familiares. “Famílias com membros portadores de doenças cardiovasculares, trombose de origens diversas, AVC, infartos, especialmente em idades precoces (mais jovens), têm maior tendência de desenvolver fenômenos tromboembólicos. Já quando não há o fator genético, a maior causa é a síndrome antifosfolípide, na qual a paciente apresenta um anticorpo que estimula a coagulação do sangue, formando os trombos que podem entupir a circulação”.

Ela explica que, durante a gestação, essa situação é ainda mais perigosa por aumentar o número de abortos espontâneos sem diagnóstico causal conhecido, abortos de repetição, pré-eclâmpsia (hipertensão arterial específica da gravidez), descolamento prematuro de placenta, partos prematuros e até doenças maternas para a mulher, como uma embolia pulmonar – pequenos êmbolos que se deslocam e entopem a circulação pulmonar, levando até ao óbito, pela rapidez de instalação do quadro e sua gravidade. “A gestante que pertence ao grupo de risco, que, além dos fatores familiares, inclui fumantes, obesas e hipertensas, deverá ser acompanhada como pré-natal de alto risco, com participação de um hematologista como consultor do ginecologista, para a realização de exames mais específicos, como a dosagem dos anticorpos antifosfolípedes e fatores de coagulação”, pontua.

Gestação Saudável: de acordo com Heloisa, é possível , sim ter uma gravidez saudável mesmo com a condição: basta planejar com carinho, iniciar o mais precocemente o pré-natal com um ginecologista e, antes de tudo, iniciar uma vida com hábitos saudáveis, sem tabaco nem álcool, com atividades físicas e usual do tratamento é manter o ‘sangue mais fininho’, por meio da administração de anticoagulante.

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