Você sabe guardar segredo?

Segredo é algo que se diz a outra pessoa, em caráter de sigilo, e que não deve ser alardeado para terceiros.

“O segredo abrange normas sociais e morais estabelecidas e determina o comportamento ético esperado de guardar ou divulgar a informação secreta. Moral corresponde às regras e ética corresponde ao comportamento ‘certo’ ou ‘errado’ diz Ana Claudia Fernandes Gomes professora de sociologia.

Não existe segredo maior ou menor e confiar um segredo a alguém depende muito da qualidade da relação que se tem entre partes envolvidas, visto que, nesses casos, a confiança é elemento básico.

Guardar o segredo de outrem é uma questão que atinge diretamente a ética cristã, na qual nossa sociedade se baseia. Confiar um segredo a alguém é uma forma de dividir a carga que este segredo traz ao indivíduo. É também uma manifestação de confiança suprema em outrem.

Desabafar problemas, colocar para fora aquilo que sufoca é uma necessidade humana. Esse ato pode ser determinante para o bem-estar social. “O ser humano necessita de convivência social e um dos itens desta necessidade é a possibilidade de criarem-se laços de amizade sincera e profunda. Só através do conhecimento profundo de alguém é que se pode saber se este será capaz de não sacrificar sua amizade em troca de revelar seu segredo”, diz Lídice Meyer.

Ser escolhido para um segredo significa que a pessoa tem confiança em você. Contudo, é preciso ficar atento para perceber se não há segunda intenções por trás desse segredo confiado. “A confiança é imprescindível, para que um segredo permaneça oculto.

Como saber para quem contar os segredos, sofrimentos e sentimentos mais profundos, sem expor a vida para um grande número de pessoas?

A maneira mais indicada de saber se deve revelar um segredo ou não é pensar nos motivos que te fazem contar, se é algo sobre sua própria vida ou de outra pessoa e, principalmente, quais serão as consequências. Quando se trata de falar sobre sua vida você deve ponderar os prós e contras e decidir quem deve merecer ou não sua confiança, mas se tem o hábito de revelar fatos da vida de outras pessoas, repense se isso é correto e com qual objetivo você faz isso. Lembre-se que amanhã você poderá ser alvo da conversa. Se não tem o que falar, o melhor sempre é manter o silêncio, falar sobre o tempo, a última notícia, nunca sobre confidências de outra pessoa. Se irá contar apenas por contar ou, pior ainda, se corre o risco de provocar danos à sua imagem ou se pode machucar alguém, o melhor é guardar apenas para você” aconselha Mônica psicóloga e psicopedagoga.

Respeitar a vontade de manter algo sob sigilo é uma questão de valor cultural e, quando isso não acontece, creio que a maior consequência é o descrédito.  

De acordo com a psicóloga, quando a pessoa realmente não consegue ficar calada, revela que não leva sua amizade ou trabalho com seriedade e respeito. Tal comportamento pode causar prejuízo e desconforto. “A diferença entre informação e fofoca é que, em geral, a informação é dada, com o objetivo de ajudar, de esclarecer algo. A fofoca quase sempre busca prejudicar alguém. Quando a pessoa não consegue se policiar, pode ser necessário buscar ajuda para aprender a controlar os impulsos”, indica.

Você não deve deixar todas as coisas às claras o tempo todo, pois nem todos são teus amigos. Em alguns casos, se ficam sabendo de algo, podem tentar obter aquilo antes, podem colocar obstáculos para o negócio, vão torcer contra, criticar e fofocar, o que, de certa forma, pode emanar energia negativa.  Entretanto, quero crer que ainda existam pessoas, mesmo que raras, que são capazes de agir com respeito e consigam exercer a empatia, colocando-se no lugar do outro” conclui.

 

 

Fonte: RG Revista de Guarulhos

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