Sarcopenia risco em idosos

Com  o aumento acentuado do número de idosos no País, pouco se fala em sarcopenia.  Combatê-la fará a diferença na qualidade de vida durante o envelhecimento.

À medida que a idade avança, uma série de adversidades ligadas às saúde, tais como perda de mobilidade, força e equilibro, começam a surgir, podendo resultar em quedas, fraturas, hospitalização, invalidez e até em morte. Apesar do processo de envelhecimento da população e da importância de um diagnóstico preciso para a prevenção ou tratamento desses males, a atenção de médicos e pacientes recai sobre os problemas relacionados aos ossos, e os músculos são esquecidos ou negligenciados.

A sarcopenia é caracterizada pela perda da massa magra e função do músculo esquelético, o que pode levar à incapacidade física e piora da qualidade de vida. O declínio de massa muscular ocorre em função das alterações em redes hormonais, na regeneração muscular e na síntese de proteínas. Esse processo, que tem início a partir dos 40 anos, tanto no homem como na mulher, e vai se intensificando ao longo da vida, pode atingir 1% a 2% ano. Por isso, quando antes o médico efetuar um exame clínico para observar esse aspecto da saúde em seus pacientes, visando à prevenção, melhor. 

Uma pesquisa revelou que homens e mulheres passam a se preocupar com a perda muscular e a osteoporose entre os 50 e 64 anos. “Mas ele só vão notar a perda quando o músculos deixarem de ser uma questão estética para se tornarem uma questão de saúde”, alerta o geriatra João Toniolo Neto.

A pesquisa mostrou que, no País, a doença ocorre em 30% da população acima de 65 anos; e em mais de 50% na população acima de 80 anos. Como consequência, as mulheres sarcopênicas têm risco duas vezes maior de apresentar déficit funcional de mobilidade, força e equilíbrio; e os homens, três vezes mais.

Nas mulheres esse processo se acentua próximo à menopausa. “Mas se a mulher manteve um estilo de vida saudável, com atividade física, alimentação adequada e controle do peso, a perda de massa será menor em relação aquela vitimada por doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade”, afirma a nutricionista Myrian Najas.

Segundo ela, a perda de massa envolvendo um processo fisiológico, natural do envelhecimento, é denominada sarcopenia primária. Já a decorrente de hospitalização, com longos períodos de inatividade, leva à sarcopenia secundária.

Com a diminuição dos músculos, o organismo também perde em força e mobilidade, principalmente nos braços e pernas. De acordo com a European Working Group on Sarcopenia in Older People, para diagnosticar a doença é  recomendável utilizar a seguinte equação: perda de massa muscular + perda de força muscular + perda de performance física = sarcopenia. “Quando há perda em dois desses três fatores, já se tem instalado um quadro de sarcopenia”, diz Myrian Najas.

Para retardar a perda da massa muscular e envelhecer de forma mais saudável, é importante, além de uma dieta equilibrada  e, se necessário, suplementos alimentares – manter a atividade física. “Os exercícios não precisam ser progressivos, com cargas muito grandes, mas de média intensidade e feitos regular, ao longo dos anos” , observa.

Myrian Najas alerta que quanto menos massa muscular, pior a qualidade de vida no envelhecimento. Por isso, é preciso chegar aos 60 sem  gordura corporal e uma massa muscular mais desenvolvida. Mas fazer dieta não é simplesmente trancar a boca, comer só com salada ou fazer regimes malucos. Segundo ela, as dietas de moda são o fator que mais preocupa hoje em dia, pois “são responsáveis por uma perda de massa muscular fisiológica mais intensa, quando a pessoa perde músculo; e, se voltar a engordar, ganha gordura”.

A necessidade de um prato colorido é verdade, observa a nutricionista. Ela ensina que uma dieta adequada para não perder massa envolve a qualificação de alimentos – e não usa retirada do prato – com distribuição equilibrada entre proteínas, gorduras saudáveis (poli-insaturadas e monoinsaturadas), carboidratos e grãos integrais, saladas e frutas, a cada duas ou três horas.

Add Comment

Olá,

Deixe seu e-mail para receber as melhores informações sobre alimentação, comportamento e saúde.

Parabéns, você se inscreveu com sucesso!