Check-up do animal

Ao tomar a decisão de ter um animal de estimação é preciso saber que tal atitude requer muita responsabilidade, pois o “bichinho” é praticamente um filho que demanda atenção, tempo, paciência e despesas com alimentação, acessórios como recipiente para comida, guia, coleira, brinquedos e até para emergências médicas. Dessa forma, para que “surpresas” relacionadas à saúde do animalzinho não aconteçam, é importante a realização de exames periódicos.

De acordo com a farmacêutica Renata Piazera, os animais de estimação precisam passar por check-up completo pelo menos duas vezes ao ano. Para a profissional, a realização desses exames previne doenças, garante a saúde e a longevidade do pet. Confira as principais justificativas que a profissional aponta a fim de esclarecer a importância do check-up.

  • Prevenção de doenças: “Os exames de rotina são a melhor forma de prevenir doenças e conseguir diagnóstico precoce. Durante as consultas, o veterinário se baseia, principalmente, nas informações fornecidas pelos donos dos animais. Por isso, é de extrema importância que o proprietário responda todos os questionamentos do profissional, relatando qualquer alteração de comportamento, por exemplo. Pode acontecer de o pet nascer com alguma doença ou desenvolver uma enfermidade que os sintomas demoram a aparecer. Nesses casos, o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na qualidade de vida do animal e na eficácia do tratamento”, afirma Renata.
  • Saúde bucal em dia: “poucas pessoas sabem, mas manter a higiene bucal do pet também é uma forma de prevenir doenças. As bactérias presentes na boca do animal podem causar problemas cardíacos, além de gengivite. Já existem no mercado escovas e pastas de dente especiais para os animais de estimação, mas se o dono tiver dificuldade em controlar o bichinho na hora da escovação, o veterinário pode ajudá-lo durante a consulta. Como diz o ditado, ‘a saúde começa pela boca’ e com os pets não é diferente”, diz.
  • Vacinas em dia, controle de carrapatos, pulgas e vermes: “A prevenção de doenças, principalmente em filhotes, é realizada por meio das vacinas e, para diminuir o estresse do pet nesses momentos, é fundamental que ele esteja habituado com a rotina de ir ao consultório e ser examinado pelo veterinário. No caso dos cães, por exemplo, há vacinas que não podem deixar de serem aplicadas: múltiplas virais, como a V8 e V10, que protegem contra a leptospirose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, parainfluenza e cinomose; contra gripe, que imuniza contra bordetellabronchiseptica e parainfluenza tipo 2, conhecida como tosse dos canis; e a antirrábica, prevenindo a transmissão do vírus da raiva, que afeta o sistema nervoso, a coordenação motora dos animais e é fatal se contraída por seres humanos. Junto com as vacinas, também é importante manter cães e gatos medicados contra pulgas, carrapatos e vermes. Geralmente, os donos só percebem que os animais estão com estes parasitas depois que os sintomas aparecem e o tratamento acaba sendo mais longo”, destaca.
  • Férias mais saudáveis: “As pessoas costumam programar para viajar a aproveitar o período de férias. Porém, é preciso programar também a ida do animal de estimação ao veterinário e evitar surpresas desagradáveis, seja para quem irá levar o pet na viagem, deixá-lo com algum amigo ou parente e, até mesmo, se for ficar em um hotel para animais. Nestes casos, o check-up será fundamental para a prevenção de possíveis doenças ou agravamento da enfermidade existente. Durante a consulta, peça para que o profissional faça um check-up de itens que não podem faltar durante a viagem, mas se o animal de estimação for ficar com parentes ou em hospedagem especial, a dica é deixar o telefone do veterinário que costuma consultar. Assim, as chances do passeio ser mais tranquilo são ainda maiores”, orienta a farmacêutica.
  • Controle a obesidade: “O excesso de peso pode indicar que algo está errado com o animal de estimação. Geralmente, a obesidade é provocada por sedentarismo, má alimentação e estresse, podendo causar diabetes, problemas nas articulações, doenças cardíacas, respiratórias e circulatórias. Cerca de 30% dos cachorros e 25% dos gatos são obesos. Para evitar que o pet sofra deste mal, o proprietário deve incentivá-lo a praticar atividades físicas, como correr atrás de algum brinquedo ou fazer caminhadas, manter uma alimentação em quantidade adequada e não se esquecer das consultas de rotina, pois, em alguns casos, a obesidade pode ter um fator genético”, conclui Renata.

 

 

Fonte: RG – Revista de Guarulhos

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