Hambúrguer

O hambúrguer deixou de ser uma rápida e simples opção caseira de fim de semana e passou a ser a iguaria dos chefs. Com os famosos molhos artesanais, são feitos com detalhes que agradam dos mais refinados paladares até gente que procura somente um bom lanche para saborear. Não é preciso perambular muito pelas cidades para achar uma hamburgueria. Popularizado nos Estados Unidos, as opções ‘abrasileiradas’ e estrangeiras do hambúrguer saltam aos olhos nos cardápios das casas gastronômicas. Ter a opção nos restaurantes, hoje, é quase uma lei.

Não é uma simples união de proteínas e carboidratos; é um prato gourmet. Existem segredos que cada casa, que decide ter hambúrguer como carro-chefe, guardam a sete chaves. Textura, o ponto de preparo, assado na brasa ou frito na chapa, os ingredientes, o molho da família, o tipo de carne, a imensidão de probabilidades que a carne entre duas fatias de pães pode ter é um mundo a ser explorado cada vez mais.

O amor é tanto que o prato ganhou um dia de comemoração mundial: 28 de maio. Afinal, quem não gosta de saborear um suculento hambúrguer? Opções de preparo e gosto não faltam.

História

Difícil apropriar-se de uma criação tão simples, que é a carne entre dois pães. Desta combinação, os americanos alegam serem os inventores. Quem diz o contrário, afirma que os principais ingredientes desse lanche já existiam há muito tempo.

Diz a lenda que no século XII, uma tribo de mongóis colocavam as carnes embaixo da sela dos cavalos para amaciar até o bife se tornar uma espécie de pasta. A história é controversa, mas existem os que apostam nela. Daí começou a surgir ideia da carne triturada.

Na Alemanha, já no século XVII, um açougueiro de Hamburgo moeu pedaços de carne e adicionou temperos, modelando em forma de bifes arredondados. O produto logo se difundiu na cidade.

O tal bife de carne moída foi levado aos EUA pelos Alemães na metade do século XIX. Os grandes adeptos da carne, a princípio, foram os marinheiros. A comida era barata e saborosa. Juntada entre dois pães, ficava perfeita. A rapidez em se fazer o prato uniu-se às necessidades de praticidade da Era Industrial, pelo pouco tempo que os trabalhadores tinham para se alimentar.

A ideia expandiu-se a partir de 1904, na feira mundial de Saint Louis, capital do Missouri, quando o lanche foi apresentado aos americanos de uma forma mais geral. Porém, somente em 1921, surgiu a primeira lanchonete, cujo prato principal era o hambúrguer frito a vapor e cebola, sendo vendido a cinco centavos de dólar – a White Castle . Em funcionamento até hoje, foi ela a responsável pela inspiração da criação de outras redes parecidas. Em 1935, a White Castle chegou a vender 40 milhões de hambúrgueres.

Então, em 1948, os irmãos Dick e Maurice  Mc Donald, em San Bernardino, Califórnia, com um restaurante reinventado, venderam a promessa de servir o lanche, acompanhado de batatas fritas e refrigerante, em menos de um minuto, dando assim, o passo inicial que revolucionou o mundo do fast-food e levou o hambúrguer para o topo das preferências.

No Brasil

O hambúrguer chegou ao Brasil em 1952, com o primeiro Bob’s, fundado em Copacabana, no Rio de Janeiro, pelo tenista americano Robert Falkemburg, campeão do torneio de Wimbledon, em 1948. Aos moldes dos fast-food dos EUA, hoje, a rede é uma das maiores na América Latina, sendo a terceira do Brasil. Vale ressaltar que o restaurante trouxe também às terras tupiniquins o milk-shake e o sundae. O Mc Donalds só chegou ao Brasil em 1979.

Curiosidade

  • Em 1929, foi criado um personagem dos quadrinhos viciado em hambúrguer, o Dudu (J. Wellington Wimpy, no original). do clássico Popeye;
  • Os Estados Unidos são maior consumidor de hambúrgueres no mundo. Em média, um americano come três hambúrgueres por semana;
  • O hambúrguer mais caro do mundo foi criado pelo chef Franz Aliquo, sendo feito com carne de Kobe envolto em folha de ouro,patê de foie gras, caviar, lagosta, trufas, queijo Gruyere derretido no vapor de champanhe, molho de churrasco Kopi Luwak e sal grosso de Himalaia. A combinação requerida recebe o nome de Douche Burger e é vendida por 666 dólares.
  • Judeus tem um Mc Donald’s específico que atende às exigências da cultura. Não se pode comer carne misturada a derivados lácteos, nem mesmo as chapas podem ter feito a mistura dos ingredientes. Detalhe: os lanches não acompanham bacon;
  • Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles no pão de gergelim – o Big Mac – nasceu em 1968.

 

 

Fonte: Revista Weekend

Add Comment

Olá,

Deixe seu e-mail para receber as melhores informações sobre alimentação, comportamento e saúde.

Parabéns, você se inscreveu com sucesso!