O bebê nasceu e agora?

É normal bater um pouco de medo com a chegada do primeiro filho. Afinal, ele parece tão pequeno e indefeso! Confira como lidar com as necessidades do seu filho para curtir o primeiro mês sem estresse. O pai e a mãe passam nome meses esperando o nascimento do seu primeiro filho. No hospital, com a ajuda das enfermeiras, em geral, tudo corre tranquilamente. Mas, quando a nova família entra em casa e fecha a porta, começa a sensação de medo. Como cuidar deste ser tão pequeno? Porque ele chora tanto? Ele está tão quieto esta noite, será que está respirando? Todas essas dúvidas são normais, e fazem parte da experiência da maternidade e paternidade. Mas o casal que está munido de informação fica mais seguro e sabe o que fazer. E por isso preparamos algumas dicas para os primeiros dias em casa. Confira!

Porque ele está chorando?

A única forma de comunicação do bebê é o choro e, portanto, ele vai chorar o tempo todo: de fome, de sono, de cólica, de frio, de calor. E não há receita para reconhecer o que ele quer. “É tentativa e erro, não existe outro jeito. Os pais devem manter a calma e ter muita paciência para tentar descobrir o motivo do choro”, afirma a pediatra Dra Natasha Slhessarenko. Segundo ela, apenas com o tempo os pais começarão a reconhecer os diferentes tipos de choro. Até lá, ela dá uma dica importante: “O choro de fome é aquele mais estridente”.

Amamentação Tranquila

Tenha sempre em mente que amamentar não deve ser dolorido ou incômodo. Se não está bom, é porque está errado. “O segredo para evitar dor e rachadura é a pega correta do bebê”, explica Dra. Natasha. “O bebê não pode pegar só o mamilo, tem que abocanhar a aréola. Se ele fizer isso e estiver bem posicionado, barriga junto à barriga da mamãe, não vai doer”, complementa. Além disso, é importante ter um canto na casa destinado à amamentação, com uma poltrona confortável e iluminação agradável, para que a mãe possa amamentar com tranquilidade. Depois de mamar, é importante colocar o bebê para arrotar, porque ele pode engolir ar enquanto mama, o que incomoda, causa desconforto e até dor. Se depois de alguns minutos ele não arrotar, não tem problema. Sinal que não engoliu ar.

A melhor posição para dormir

A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é colocar o bebê para dormir de barriga para cima, pois é essa posição que apresenta menos indícios de morte súbita. Caso perceba que o bebê regurgita muito, eleve um pouco a cabeceira para ajudá-lo a dormir melhor.

De olho na cabeça

Os bebês nascem com duas moleiras, espaços macios que separam os ossos do crânio, pois precisam dessa flexibilidade para passar pelo canal vaginal, além da necessidade de espaço para que o sistema nervoso se desenvolva. A parte superior se fecha entre 12 e 18 meses e a que fica perto da nuca por volta dos três meses de vida. Apesar da aparente fragilidade, a moleira nãoa requer grandes cuidados. “Você pode lavar a cabeça do bebê normalmente, pentear os cabelos, não há perigo nenhum”, explica a Dra. Natasha. O mesmo vale para o corpo, todo mole nos primeiros meses: basta manipulá-lo com delicadeza e, quando for pegar o bebê no colo, apoie a cabeça dele na palma da sua mão. Assim, ela fica firme e você pode acomodá-lo de forma que achar melhor.

Higiene sem perfume

Todo mundo adora aquele “cheiro de bebê”, mas nos primeiros meses é melhor evitar produtos com muito perfume e talcos. “O hidratante é importante, porque a pele da criança é extremamente sensível, mas deve ser um produto específico para bebês, com a menor quantidade possível de agentes químicos”, explica Dra. Natasha. Mesmo assim, a pediatra recomenda fazer um teste em uma pequena região antes de usar creme no corpo todo, para evitar possíveis alergias. No banho, use apenas sabonete neutro e água do chuveiro, não precisa se filtrada nem fervida, na temperatura em torno de 35°C (prove deixando o cotovelo submerso por pelo menos 1 minuto).

Umbigo bem cuidado

Manipular o coto umbilical dá certa aflição nos pais, mas não causa nenhum desconforto ao bebê. “Os pais devem limpá-lo com hastes flexíveis e álcool 70% a cada troca de fralda e depois do banho”, ensina Dra Natasha.

Sujou!

A pergunta é: quando fazer a troca da fralda?

Muitas mães trocam as fraldas antes da mamada e, logo depois, precisam trocar novamente. Isso acontece porque os bebês defecam enquanto estão mamando, então, é melhor trocar a fralda depois de amamentar. “Se tiver só xixi, basta água morna e algodão. Quando houver cocô, recomendo usar também um pouco de sabão na limpeza”, afirma a Dra. Natasha. De acordo com ela, os lenços umedecidos devem ser evitados ao máximo, pois podem causar irritações na pele.

Exames e vacinas

Exames e vacinas imprescindíveis no primeiro mês de vida do seu bebê:

  • Tipagem sanguínea: é a identificação do tipo de sangue – A, B, AB ou O, e seu fator Rh – positivo ou negativo. A tipagem é necessária para emergências médicas. É feita ainda na sala de parto e serve para detectar incompatibilidades sanguíneas materno-fetais;
  • VDRL: é um exame para triagem de sífilis. Não é obrigatório, mas faz parte do protocolo de muitas maternidades;
  • Teste do pezinho básico: a coleta se faz a partir do terceiro dia do nascimento, pois o recém-nascido deve ter sido alimentado. Isso é necessário para ativar o metabolismo, pois as doenças detectadas são, basicamente, desordens metabólicas. O objetivo do teste é avaliar o risco do recém-nascido para algumas doenças que podem trazer prejuízo para seu desenvolvimento futuro;
  • Teste do pezinho ampliado: a extensão e o nome dado ao testem variam, mas os exames mais completos podem identificar até 60 doenças diferentes, cuja detecção precoce pode mudar radicalmente a vida destas crianças;
  • Teste da orelhinha ou triagem auditiva: serve para verificar se o recém-nascido não tem nenhum déficit auditivo e costuma ser feito após 24 horas de vida;
  • Reflexo vermelho: é um teste extremamente simples, feito na maternidade, que serve para afastar a presença de catarata congênita e tumores nos olhos.
  • Teste do coração: geralmente, é realizado a partir do segundo dia de vida da criança e serve para identificar alguma malformação cardiovascular. Muito simples: mede o nível de oxigênio no sangue;
  • Teste do quadril: um simples estalo no quadril, após a realização de uma manobra de rotação das pernas, pode ser o indício de uma luxação congênita, que tem cura e, quanto antes for detectada, melhor. O exame costuma ser feito ainda na sala de parto;
  • Teste da linguinha: não é obrigatório, mas já faz parte do protocolo de muitos hospitais. Nele, é observado se o freno lingual da criança é muito curto, e o que pode prejudicar o processo da fala e da amamentação. A solução é simples, basta dar um pique no freno para libertar a língua;
  • Vacina BCG: previne formas graves de tuberculose e é aplicada em dose única, no braço direito, logo após o nascimento. Depois de duas ou três semanas da aplicação, pode ocorrer uma reação local, com o aparecimento de um nódulo que evolui para uma cicatriz. Isso é normal a até um bom sinal, mostra que o corpo produziu os anticorpos da vacina;
  • Hepatite B: é uma vacina extremamente segura, com altíssima eficácia e que não tem efeitos colaterais. Deve ser aplicada com 1 mês de idade e, depois, com 2, 4 e 6 meses, ma forma de vacina pentavalente.

 

Fonte: Revista Delboni Auriemo – Medicina Diagnóstica

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