Síndrome de Burnout

Por viver em um mercado competitivo e acirrado, o estresse e a exaustão profissional acabam prejudicando nosso corpo e nosso emocional.  Poucos sabem que, por trás de sintomas como dores de cabeça, musculares, fadiga e exaustão, existe uma doença diretamente relacionada ao excesso de trabalho e que deve ser levada a sério: a síndrome de Burnout. Conhecida também como Esgotamento Profissional, a síndrome de Burnout é um estado de cansaço físico e mental ligado à vida profissional, ou seja, é o resultado de um longo período de esforço no trabalho com pequenas pausas para descanso que não possibilitam uma total recuperação da energia, gerando o esgotamento.

Quais os sintomas

Os sintomas podem ser tanto físicos quanto psicológicos ou comportamentais. Uma condição crônica de fadiga, estresse emocional e a sensação de esgotamento, provocados por condições de trabalho excessivas e desgastantes, são os sinais mais aparentes da síndrome. Alguns sintomas físicos como dores de cabeça, cansaço, transpiração, dores musculares e problemas digestivos são comuns quando o nível de estresse está alto em nosso corpo. Mas o cuidado e a atenção devem ser redobrados quando sintomas mais preocupantes como palpitação, pressão alta, crises de asma, tontura e tremores começam a aparecer. O cenário com os sintomas psicológicos é o mesmo: é comum nós termos alterações de humor, falta de sono, dificuldade de concentração e até lapsos de memória às vezes. Porém, quando esses indícios ficam mais frequentes, deve-se procurar um especialista. Outro sinal da síndrome de Esgotamento Profissional é a mudança de comportamento: quando o indivíduo se torna ausente, agressivo, depressivo, pessimista, se irrita facilmente, fica com a autoestima baixa, se isola de tudo e de todos ao seu redor e perde o interesse pela vida pessoal e profissional. Além das manifestações da doença, ainda há perdas sociais, no relacionamento com a família e amigos. Como se não bastasse, o rendimento das atividades, tanto no trabalho quanto nos afazeres de casa, também diminuem consideravelmente. Pesquisas apontam que o paciente com Burnout enfrenta maior risco de erros e acidentes, devido à distração e a desatenção, levando até mesmo a consequências mais graves. Segundo a pedagoga e gestora empresarial Andrea Deis, a síndrome causada pelo estresse pode acontecer em todo trabalho e em qualquer profissão. “Se o trabalho é na empresa, em casa ou na rua, ele está associado a um esgotamento físico ou emocional ligado a uma atividade exercida. Até mesmo um estudante em um modelo de ensino inadequado pode ser diagnosticado com Burnout, por ser sua área de atuação ou de ocupação de seu tempo sem o controle do seu esforço”, afirma a pedagoga. O estresse corporativo é um causador desse mal, não importa a profissão. Profissionais que lidam intensamente e de forma direta com o público são mais vulneráveis e facilmente atingidos pela síndrome de Burnout. Médicos e outros especialistas da área da saúde, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, professores, bancários e vendedores, entre outros, são trabalhadores que tomam decisões importantes todos os dias e, por isso, passam por mais situações de estresse. De acordo com uma pesquisa realizada em nove países pela Internacional Stress Management Association (ISMA), associação de prevenção e tratamento de estresse, o Brasil é o segundo país no ranking de trabalhadores estressados, perdendo apenas para o Japão. Por ser uma síndrome causada pelo trabalho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) caracteriza essa doença como ocupacional, mas tenha lugar definido para se manifestar. As causas podem ser diversas. Muitas pessoas confundem a síndrome de Burnout com a depressão comum, principalmente por terem sintomas parecidos. “A depressão é uma desordem que afeta vários aspectos na vida das pessoas, que podem ser profissionais, sociais, na saúde, com os amigos, com a família, entre outros. Já o Burnout é uma síndrome restrita ao ambiente de trabalho do paciente”, afirma Andrea Deis.

Existe terapia?

O mais importante é procurar um especialista para dar o diagnóstico, para que, dependendo do estágio, o paciente seja encaminhado para a terapia ou tratamento correto. De acordo com Andrea Deis, o tratamento básico da síndrome é uma mudança no estilo de vida para um modo mais tranquilo. “Isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar exercícios físicos regularmente, manter uma vida social ativa e uma mente saudável. Yoga e meditação também contribuem para o processo de equilíbrio”, afirma a pedagoga.

Sete dicas para prevenir o estresse causado pelo trabalho:

  1. Aprenda a administrar o seu tempo;
  2. Repense sobre seus valores e perceba como está lidando com eles;
  3. Estabeleça prioridades;
  4. Aprenda a lidar com o vício do sucesso;
  5. Ninguém está livre das frustrações. Aprenda a superá-las;
  6. É importante saber gerenciar s relacionamentos;
  7. Saiba administrar os conflitos e não somatizá-los.

 

Fonte: Revista Weekend

 

 

 

Add Comment

Olá,

Deixe seu e-mail para receber as melhores informações sobre alimentação, comportamento e saúde.

Parabéns, você se inscreveu com sucesso!