Qual a importância da vitamina D?

Conhecida por ajudar na absorção do cálcio no organismo por meio da exposição ao sol, à vitamina D traz benefícios à saúde se estiver em doses adequadas.

A vitamina D é um nutriente absorvido no organismo por meio da exposição ao sol.

Em equilíbrio, ela previne algumas doenças, como a osteoporose. Mas de que maneira ela atua no corpo? É preciso se expor ao sol diariamente? Qual o melhor horário? Como fica a questão do protetor solar? É possível repor a vitamina por meio da alimentação? Para tirar essas e outras dúvidas, consultamos a dermatologista Dra. Paula Chicralla, membro da Sociedade Brasileira e Americana de Dermatologia, e o ginecologista Dr. Elvio Floresti Junior, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ambos de São Paulo.

  1. O melhor horário para absorver a vitamina D é o período mais condenado pelos médicos para a exposição solar?                                                                                                                                              Verdade. O melhor horário para banhos de sol com o objetivo de obter a síntese dessa substância é justamente entre 10 horas e 16 horas, período mais desaconselhado por especialistas por conta da emissão de raios UVB. Por isso, a recomendação médica ainda é a da exposição antes das 10 horas e após as 16 horas, por cerca de 5 a 15 minutos, pelo menos três vezes por semana. Quanto mais clara a pele, menos tempo ela precisa ficar exposta, pois a absorção é mais rápida. É bom lembrar que isso só vai acontecer se houver uma boa área do corpo exposta ao sol, como braços e pernas, enquanto rosto, pescoço e colo permanecem protegidos com filtros solar.
  2. Quanto mais sol tomar, melhor é a absorção da vitamina D?                                                                  Mito. A exposição do sol, de forma intencional, não deve ser considerada fonte para a produção de vitamina D nem para a prevenção de sua deficiência. As medidas de proteção solar, como o uso de roupas e chapéus, óculos escuros e evitar o sol em horários entre 10 horas e 16 horas, continuam sendo as recomendações mais adequadas para a prevenção do câncer e envelhecimento da pele. O uso de protetores solares com fator de proteção solar (FPS) superior a 30 deve ser recomendado para todos os indivíduos acima de 6 meses de idade. Ou seja, sempre vale o bom senso.
  3. Por meio da alimentação é possível obter níveis adequados de vitamina D?                                  Mito. As fontes alimentares são pobres nesse nutriente. A maior concentração de vitamina D está no óleo de fígado de bacalhau: 1.360 unidades em cada colher de sopa, quando o necessário é entre 5 mil a 10 mil unidades para uma pessoa adulta com mais de 50 quilos, segundo apontam estudos realizados pela Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, e pela Universidade de Toronto, no Canadá. Em quantidades menores, a vitamina D pode ser obtida também pela ingestão de peixes oleosos, como salmão, atum, sardinha, e ainda nos cogumelos, na gema de ovo, nos sucos e cereais enriquecidos artificialmente com vitamina D. Mesmo assim, eles servem como complemento e não como fonte exclusiva para fornecer o nutriente ao organismo.
  4. Ossos, músculos, células do cérebro e até o sistema imunológico se ressentem da falta de vitamina D no organismo e não funcionam normalmente?                                                               Verdade. Osteoporose e fraturas ósseas podem ser problemas sérios na vida dos mais velhos e têm relação direta com a falta de vitamina D. Mas, assim como os ossos, os músculos também possuem receptores para a vitamina D, da qual requerem quantidades mínimas para adquirir potência máxima. Células do cérebro, fígado, próstata, mama e sistema imunológico também apresentam tais receptores e se ressentem da falta da vitamina D. Ela controla mais de 200 genes responsáveis pela integridade da resposta imunológica. O mais conhecido desses genes é o da absorção do cálcio. Sem a vitamina D, o mineral não é absorvido e os ossos se tornam fracos e propensos a fraturas. Mas não é só isso. Um estudo conduzido com 32 mil mulheres mostrou que, quanto mais baixos os níveis de vitamina D, mais alto o risco de câncer de intestino. Por isso, não é incomum os médicos, principalmente o ginecologista, cuja regularidade ao consultório é maior, solicitarem sempre o exame para medir os níveis de vitamina D.

Você Sabia?

  • São necessários 15 minutos de exposição ao sol duas vezes por semana – sem proteção – para alcançar entre 5 mil a 10 mil unidades de vitamina D, ideais para uma vida saudável;
  • Basta deixar braços e pernas expostos ao sol pelo tempo determinado para absorver a vitamina D;
  • Um bom aporte de vitamina D pode vir da alimentação;
  • Mesmo que em quantidade bem menores, peixes gordurosos como sardinha, atum e salmão, além do óleo de bacalhau, garantem aquela força extra na absorção de vitamina D;
  • A falta de vitamina D no organismo pode afetar ossos, músculos e até o funcionamento do cérebro;
  • Sem a vitamina D, o cálcio não consegue ser absorvido pelo organismo, podendo deixar os ossos fracos e propensos a fratura.

 

 

Fonte: Revista Delboni Auriemo

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