Sete erros que os pais cometem na hora de dar mesada

Especialistas incentivam a educação financeira para crianças com o objetivo de que, na vida adulta, a má gestão de capital não seja algo limitador de metas e sonhos, com menos estresse e mais qualidade de vida. Por isso, ainda na infância, muitos pais optam por dar mesada aos filhos, pois essa é uma das ferramentas capazes de inserir os pequenos no universo do consumo de modo consciente. No entanto, alguns erros cometidos pelos responsáveis podem fazer com que a iniciativa positiva tenha um efeito contrário. Diante do cenário econômico instável e por conta da proximidade do fim do ano (Natal e férias), o momento é extremamente propício para refletir e tratar sobre questões que envolvam a relação desse público com o dinheiro. Nesta matéria, o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira dos best-seller “Terapia Financeira”, lista os sete principais erros na implementação da mesada, que estão explicados em seu outro livro “Mesada não é só dinheiro – Conheça os 08 tipos e construa um novo futuro”.

  1. Desequilíbrio: a criança não deve guardar todo o dinheiro para realizar os sonhos. Ela precisa separar 50% de sua mesada para o consumo cotidiano e se dar o direito de comprar algo que deseja – sem excessos. Por incrível que pareça, a disciplina rígida que alguns pais impõem dentro de casa pode acabar transformando seus filhos em crianças obsessivas com o dinheiro e, consequentemente, em futuras pessoas avarentas.
  2. Violação: os pais não podem, de forma alguma, usar o dinheiro que a criança vem guardando como empréstimo. Essa recomendação pode parecer absurda, mas existem muitos casos, no âmbito familiar, em que os pais ou responsáveis mexem no cofrinho do filho ou retiram algum valor da caderneta de poupança da criança para pagamento de uma conta da casa ou mesmo para uso particular.
  3. Ruptura: nunca atravesse as etapas de esforço e crescimento de seu filho. Jamais compre o objeto de sonho dele antes que a criança consiga juntar o dinheiro para conquistá-lo. Isso fará com que ele registre na mente, para o resto da vida, a ideia de que não precisa lutar para conquistar as coisas que deseja.
  4. Permissão: aprenda a dizer não. É para o bem da criança. Durante a implementação da mesada, você vai se deparar com a seguinte situação: a criança vai gastar todo o dinheiro antes de o mês terminar. É natural, ela está aprendendo e vai pedir mais quando isso acontecer. Mas ela deve vivenciar as consequências de seus atos.
  5. Desmedida: a mesada não pode ser usada nem como prêmio, nem como castigo. Há pais que, por impulso, decidem não dar mesada por um período de tempo ao filho, por mau comportamento ou notas baixas, por exemplo. Ou então, dão a mesada porque o filho fez alguma atividade doméstica. A mesada deve ser respeitada e jamais virar uma moeda de troca ou barganha entre pais e filhos.
  6. Remuneração: a mesada não é salário. Salários são pagos para quem trabalha e criança não pode e não deve trabalhar. Esse é um dos conceitos que nunca é demais reforçar, para que as coisas fiquem realmente claras. Salário é salário, mesada é mesada!
  7. Sonegação: os adultos devem ensinar as crianças, desde cedo, que tudo o que compramos deve vir com nota fiscal, desde um chocolate até uma bicicleta. Portanto, não deem o exemplo errado para os seus filhos, negociando uma compra sem nota fiscal para obter desconto.

 

Fonte: Revista Weekend

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